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Nunca foram os marcelos rebelos de sousa nem os comentadores que fizeram as revoluções (embora os pais de alguns deles para isso tenham contribuído…)

ah

Alimento para o pensamento, em tempo de eleições de Gatos.

(Vénia à Pilantra.)

Esta frase é o balanço do Portugal de hoje  feito no espectáculo do Teatro Meridional, “1974” (enc. Miguel Seabra), que ontem vi (e recomendo) em Estarreja. E rima, curiosamente, com este vídeo dos “The Love Police”, que acabei de descobrir, via JN (!).

Everything you read in the media is 100% true!

Smiling is bad for economy!

Miserable people shop more!

Go shoppinh, stay scared!

Always do what the police tells you!

Tudo isto evoca o 1984, do Orwell? É de propósito, pois é uma das obras inspiradoras para este grupo, que anda por aí (Londres, pelo menos) a lembrar o perigo da indiferença e a mostrar por A+B que temos muito mais em comum com a sociedade que Orwell imagina do que gostamos de admitir.

Mais sobre eles: http://www.cveitch.org/

… já é possível, de novo, iupii!

Se calhar até já o é há muito tempo, mas eu tenho andado distraída e só agora tornei a espreitar, ao fim de muitos meses, o sítio dele. E que bela notícia! O João volta a organizar e a guiar viagens! Acho que já aqui disse que as férias mais descontraídas que tive foram no Marrocos profundo, em 2007, pelas mãos do João. É um exímio conhecedor da cultura marroquina e um guia cinco estrelas. Para além do mais, consegue sempre preços fantásticos. E, atenção, não recebo comissão, eheh.

Toca a espreitar AQUI. (a estratosférica velocidade de banda larga com que a PT tem a bondade de me agraciar todos os dias não permite hoje imagens, mas sigam a hiperligação.)

Já agora, recomendo igualmente o outro blogue do João, sobre viagens. Vejam só esta magnífica proposta.

Lembram-se do Festival da Canção? Pois, eu quase também não. Mas este ano deve ter valido a pena. Ganharam os Homens da Luta!

Será que a maré se vai levantar? Que seja MARÉ ALTA!

(post roubado do Petit Royaume )

É essa a humilhação particular da falsa democracia: o convite para participar não passa de uma farsa. Todos já sentimos isso. Cosme está, de facto, a criar uma nova espécie de figura pública: a pessoa que afirma a sua fé no sistema porque isso lhe proporciona uma pequena vantagem, algum reconhecimento público. O sistema trata-o como se ele fosse um igual. (…) Mas, durante os dois meses que duraria o seu “poder”, tinha o cuidado de não fazer perguntas, de não procurar influenciar as decisões [da signoria, i.e., do governo]. Daí em diante, nunca deixaria de apoiar os Médicis.

Tim Parks, in Os Médicis

Cosme compreendeu há muito que (…) é melhor parecer que se está em constante negociação, constantemente disposto a aceitar soluções de compromisso. Em última análise, o essencial é manter o povo, se não verdadeiramente satisfeito, pelo menos suficientemente satisfeito. Impedir que haja explosões.

Tim Parks, in Os Médicis

Sobre mudanças no processo eleitoral:
«Deve ser prestada a máxima atenção aos aspectos técnicos», anuncia Cosme. Sempre que vemos, numa democracia, os governantes obcecados com os «aspectos técnicos» do processo eleitoral, sempre que os vemos a mexer nos círculos eleitorais, ou nas máquinas de contagem de votos, sabemos que estamos a aproximar-nos das «coisas secretas da nossa cidade», da diferença entre as respeitáveis aparências e a brutal realidade. Seria estranho se não estivesse um banqueiro presente.

Tim Parks, in Os Médicis,

O meu sábado no Cabeço Santo foi assim:

Para mais informações sobre este dia gélido, mas saboroso, ver aqui:
http://ecosanto.wordpress.com/

Próximas sessões, A NÃO PERDER:
Fevereiro: 5 e 1
Março: 5 e 19

Ah, agora este projecto também está no facebook. Ora espreitem:
http://pt-pt.facebook.com/pages/Cabeco-Santo/144835198900469

Quem já tentou sabe que não é fácil. Da primeira vez que tentei, recebi uma mensagem a informar-me de que a poderia reactivar em qualquer altura, ou seja, não a tinha apagado!

Ontem, ao ler esta notícia do Público http://www.publico.pt/Tecnologia/nao-tente-apagar-o-seu-passado-na-internet_1475676?all=1 , descobri que afinal é simples e aqui fica a receita:

1º Entra-se na conta.

2º Cola-se esta hiperligação na barra de endereços: https://ssl.facebook.com/help/contact.php?show_form=delete_account

3º Confirma-se o nosso desejo de apagar aquela tralha e… já está!

Obrigada ao João Pedro Pereira, o autor da tal notícia do público.

pagar aquilo não é fácil, da 1ª vez q tentei, recebi uma mensagem a informar-me de que a poderia reactivar em qualquer altura, ou seja, não a tinha apagado. Ontem, ao ler uma notíca do público descobri aquele link e foi fácil: voltei a entrar na conta (confirma-se, não estava apagada) escrevi o link na barra de ferramentas e apaguei-a para sempre! Foi fácil, afinal.

Parece que é possível. Deixá-los-ão ser produzidos e comercializados? Esperemos que sim. (Mais uma vénia à Pilantra:)

Di-lo Akinori Ito no vídeo acima. A questão é: isso é uma boa notícia ou pode ser um presente envenenado, convidando toda a gente a continuar a poluir como se não houvesse amanhã? Ando céptica e pessimista, deve ser de ter de engolir um sapo no dia 23…

(Vénia à Pilantra, pelo vídeo!)

Onde estão os protestos, pergunta ele e eu também.

Vénia ao Magazine da Pilantra!

Para aceder à Wikileaks:

É o nome de um blogue que descobri há pouco tempo, é mantido pela Sara Bandarra, catraia extremamente discreta, mas possuidora de um excelente gosto em ilustração e fotografia. Recomendo-o e já está nos favoritos. Para o abrir, clicar na imagem abaixo:

celebro a esmola que a PT me fez há pouco de me conceder internet ao fim de quase um mês, fazendo eco desta notícia que li no Público:

Há um movimento internacional, que começou na França e que tem como figurão-promotor um tipo futebolístico chamado Cantona que jogava futebol de gola virada para cima e cuja especialidade, se bem me lembro, era dar patadas no adversário. Ora, a ideia é simples: mostrar aos bancos que o dinheiro deles é nosso e ir levantá-lo no dia 7 de Dezembro.

Mas info, aqui:

http://www.facebook.com/pages/StopBanque/119038221489346

http://dailybail.com/home/eric-cantona-kill-the-banks-banque-stop-european-bank-run-on.html

Cheguei agorinha mesmo da missa, na catedral de Estarreja, e saímos todos a cantar este hino. Como eu não sou (muito) egoísta, partilho-o com o resto da congregação.

Os quatro beijos que dei ao sacerdote, tenham lá paciência, é que  ficam só para mim 🙂

http://www.youtube.com/v/MN-jsppdSdk?fs=1&hl=pt_PT
Yo soy como Portugal, todos me descubren tarde y mal
Un país sin visitar, hacia el final,
al que nunca da tiempo a llegar

Lo que tenemos yo y mi amigo Portugal
es que parece que lo nuestro siempre lo hay mejor o igual en cualquier otro lugar
Y es que a mí, como a ti, amigo Portugal
son pocos los que quieren venirme a investigar
Na na na na na na na

Yo soy como Portugal, todos me descubren…

Lo que tenemos tú y yo, amigo Portugal,
es que da igual que yo me arregle
o que tú cada verano montes más de un festival

Quem visita o Alentejo?
Quem conhece o rio Mondego?
Demasiado ninguneo

Yo soy como Portugal, todos me descubren…
Portugal, Portugal, Portugal, yo te iré un día a visitar
Paredes, Porto, Setúbal, Odemira y Sabugal
Portugal, Portugal, Portugal, yo contigo siempre en soledad
tú y yo juntos tan felices, no hará falta nadie más.

Poste ignobilmente roubado ao meu amigo Venus as a Boy, que é como quem diz, daqui :)!

 

Ou sobre como o fim do mundo não vai acontecer, mas tão só o fim de nós. Simples, estúpido!, como diria o outro.

“As vastas planícies da selva do asfalto, habitats naturais de muitas criaturas, das mais pequenas às maiores. E o alforge de muitas das criaturas mais espertas e conhecidas do mundo: o saco de plástico!

Hoje exploramos o ciclo de vida desta curiosa criatura, na sua migração para casa: o Oceano Pacífico.” [tradução super-rápida, em cima do joelho feita por moi-je]

Para saber mais sobre este ser extraordinário, é só ver abrir o vídeo.

“mas s’isto assim continuar

com os patrões [actualização: especuladores] a comandar

o desemprego e a carestia

são os canhões que nos querem matar

enquanto nos dizem para votar

já está o burguês [actualização: camarilha política e económica] a preparar

outro fascismo de cara mudada

enquanto a gente anda assim enganada”

1. Conheço uma escola que tem cerca de 25 anos. Ao longo destes anos foi-se gastando dinheiro em aquecimento central em todas as salas, em quadros interactivos em muitas delas, em computadores portáteis (uns trinta) que se podem levar para as salas, em quatro projectores de vídeo portáteis, em obras no biblioteca e na secretaria, em adaptar uma sala para comportar aulas de teatro. Há magníficas árvores por todo o lado que, se lhes derem tempo, ainda mais magníficas ficarão.

Ao lado desta escola, existe outra, menos bem equipada. Parece ser um problema. Solução? Deitar abaixo as duas escolas e fazer outra, toda catita, digna de finlândias verdadeiras. Boa ideia, mas… ‘pera lá, não estamos em crise?

2. Se é preciso cortar no que o Estado gasta, porquê cortar nas comparticipações médicas dos idosos, dos esquizofrénicos, dos doentes bipolares? Porquê reduzir as prestações sociais dos que delas mais precisam? Porquê reduzir o acesso ao subsídio de desemprego? Será porque os afectados não têm poder negocial? Será porque se crê que não irão fazer manifes nem greves? Se for, é covardia. Ou será que já se está a aproveitar o pretexto para ir retirando ao Estado responsabilidades sociais, de maneira a que, quando a dita crise acabar, o trabalho sujo esteja feito e a protecção social que hoje existe desapareça? O Estado parece perfilar-se para substituir completamente a preocupação social pela preocupação neoliberal.

3. É preciso votar com cabecinha.

A indústria do petróleo, who else?

… tens de subir a montanha, por entre o nevoeiro, que tão depressa cai e te impede de ver os teus companheiros como a seguir desaparece e te deixa ver, de uma assentada, o Pico, o Faial e São Jorge. Passa acima das nuvens, senta-te sob o sol intenso a contemplar a imensidão de branco a teus pés.

Montanha do Pico

Regressa. Depois tens de alugar um carro, ir  às vinhas e ao moinho da Criação Velha e provar o vinho “chlica” directamente no lagar do agricultor; tens de passar ainda  pelo Cachorro, pelo Cabrito e pelo Biscoito. Maravilha-te  por ver crescer vinhas no meio da lava negra, por ver as estranhas formas desta lava junto ao mar e por haver aldeias inteiras de casas iguais às do Minho, mas pretas como carvão, porque feitas de pedra vulcânica.

Vinhas de verdelho, com o Faial ao fundo.


A seguir, não te podes esquecer de ir à clara e colorida Lajes do Pico, comer encharéu grelhado acabado de chegar da lota e uma fatia de um cheesecake divinal no restaurante “Lagoa”. Não percas a Lagoa do Capitão, esperando pacientemente que o nevoeiro passe e que a montanha do Pico se reflicta nas suas águas.

E cuidado: nunca deixes de admirar, por overdose de beleza, o azul das hortênsias a delimitar os campos, as vacas fartas, deitadas como gatos pachorrentos a observar-te ou encavalitadas em inclinações impossíveis enquanto pastam calmamente, e o verde, o verde, o verde, o verde, delineado pelos belos muros de pedra negra.

Pedro Fabião e a Ceguinha

Andei em arrumações de papelada e encontrei o recorte de uma reportagem que guardei do Fugas, muitíssimo bem escrita por Pedro Fabião. É o relato de um mês de férias no nordeste transmontano, tendo como companheira de viagem a burra “Ceguinha”. Depois de muito procurar na net, encontrei-a transcrita  e aqui deixo a hiperligação: http://www.aepga.pt/portal/PT/111/EID/14/DETID/3/default.aspx , para memória futura, pois tenho o projecto de férias é um dia tentar fazer algo semelhante.

Aqui fica um excerto:


“O que é que vende?”, pergunta uma mulher velhíssima, muito seca, de negro, como em toda a Europa ocidental apenas há neste país. Sem conseguir dissimular uma curiosidade transbordante, assiste a algo difícil de arrumar nas prateleiras do seu entendimento. A entrada, na aldeia, de um rapaz acompanhado de uma pequena cadela (uma aquisição imprevista) e de uma burra com duas alforjas bem carregadas, todos com o ar de quem já leva vários quilómetros nas pernas, confunde-a até à inquietação. “Nada, minha senhora. Eu só compro, ou então aceito o que me dão.”, respondo eu. “Ah, anda a pedir, ora anda?”, tenta ela, julgando ter decifrado a visão. “Também não. Ando só a dar um passeio com a burra…”. Quer saber de onde venho; falo-lhe por alto do meu percurso até à data – emite interjeições de admiração, mas o semblante mantém-se desconfiado. A estranheza da minha figura obstrui o entendimento mútuo. Os seus anos, que já viram muito, dizem-lhe que sou inverosímil.

No entanto, nos incontáveis encontros que fui tendo com aqueles com quem me cruzava, o mais comum é que o diálogo prosseguisse com as seguintes dúvidas: donde é que você é?, de quem é a burra?, e o que lhe dá de comer?, agora para onde é que vai?, onde é que dorme?, e não tem medo de andar para aí sozinho?, está a pagar alguma promessa?, é dos que gostam da natureza?, quer comer alguma coisa?, já provou o vinho aqui da terra? (geralmente é nesta altura que a hospitalidade se intensifica e dentro de pouco estou a tirar a barriga de misérias).

Desta vez, uma última tentativa trouxe esta anciã do fundo do campo até mim, para que os seus olhos se aproximassem daquilo que o sentido não podia. Olhou a guitarra e exclamou: “- Ah, é tocador! Anda a correr as romarias a tocar?”. Eu: “É isso mesmo! Ando a correr as romarias a tocar!”. Despedimo-nos, ambos satisfeitos.

Por onde andará este Pedro Fabião? Deixa esses relatadores de viagens  que agora pululam nos jornais com nomes de gente-bem a milhas.

Ah, a Ceguinha pertence à AEPGA – Associação para o Estudo e Protecção do Gado Asinino, que proporciona passeios do género. Consultar AQUI.

A partir do próximo ano serão assim distribuídas 150 mil cabras pela área do agrupamento territorial. Um “método natural para a limpeza das florestas e dos campos”, referiu ainda José Luís Pascoal, garantindo que o projecto Self-Prevention permitirá também o desenvolvimento social e económico das zonas raianas.

Vantagens:

– limpeza dos matos e consequente prevenção de incêndios (já vem é um bocadisquinho tarde…);

– criação de postos de trabalho em zonas periféricas;

– mais produção de queijo de cabra (maravilha!);

– já para não falar no facto de a paisagem passar a ter um aspecto muito mais convidativo.

Vamos lá a ver se a ideia pega de estaca.

– (…) porque não os ovos com bacon, como os ingleses?

– Ah!, isso não. Isso nunca! Nada de comidas de sal ao pequeno-almoço! Não, bem vês, o pequeno-almoço deve continuar a ser… Como explicar-te? Deve continuar a ser gentil… Não: afectuoso. Não: maternal. É isso: maternal! O pequeno-almoço deve fazer-nos voltar um pouco à infância. Porque, na verdade, cada dia que começa não é nada divertido. E é preciso qualquer coisa suave e tranquilizadora para acordar bem.

“O Retiro do Lírio dos Vales”, Michel Tournier, in O Galo do Mato

Manifesto da Liberdade

Mais instruções sobre esta arte no fantástico sítio The Idler, descoberto graças ao Quinta do Sargaçal.

Mulheres manifestam-se contra a petrolífera Chevron no Sul da Nigéria

20.08.2010

As mulheres de uma comunidade no Sul da Nigéria estão a bloquear o acesso a uma instalação do gigante norte-americano Chevron para protestar contra as condições de vida na região e para os danos ao Ambiente, revelou hoje um dirigente local.

As mulheres da comunidade de Ugborodo, no estado do Delta, exigem à Chevron o fornecimento de electricidade e protestam contra os impactos no Ambiente, explicou um dos dirigentes de Ugborodo, Thomas Eriyetomi.

“Elas estão a interditar o acesso às instalações e assim nenhuma operação se poderá efectuar”, indicou, acrescentando que “é imoral para a Chevron não fornecer as condições básicas da vida numa comunidade onde vivem e onde fazem dinheiro”.

Os responsáveis da Chevron não quiseram prestar declarações por agora e remetem explicações para um comunicado a divulgar mais tarde.

Eriyetomi não indicou o número de pessoas na manifestação mas afirmou que todas as mulheres da comunidade estão a participar.

No mês passado realizou-se uma manifestação semelhante, para alertar as autoridades para aquilo que foi descrito como um total esquecimento da região. O protesto acabou por conseguir que o governo local prometesse analisar os pedidos. Mas “as reuniões com o governo fracassaram e o protesto foi retomado”, explicou Eriyetomi.

Em 2009, a produção total diária da Chevron na Nigéria foi, em média, de 480 mil barris de petróleo, 345 mil metros cúbicos de gás natural e três mil barris de gás líquido. A Nigéria é o oitavo produtor mundial de petróleo. Depois de anos de violência naquela região, que fez cair a produção, no ano passado a situação ficou normalizada, graças a uma amnistia oferecida aos grupos rebeldes.

Hannah Baage percorre o óleo poluído que afeta Gio Creek, em Kegbara Dere, na Nigéria. O Delta do Níger tem sofrido o equivalente ao derramamento do Exxon Valdez por ano, nos últimos 50 anos, segundo algumas estimativas

Mais sobre os constantes derrames de petróleo no Delta do Níger nas últimas décadas, por exemplo, AQUI (de onde foi igualmente retirada a imagem.

O país e o mundo estão em crise e a solução, ao que parece, é poupar na educação, fechando projectos inovadores (diz que a Escola Móvel cara), aumentando o número de alunos por turma (diz que a DREN teve um lapso), cortando subsídios ao ensino da música (diz que também sai caro), etc, etc.

Cereja em cima do bolo:  não exigir muito dos alunos, nem chumbar nenhum, que os pais (cansados e sem tempo para os filhos) agradecem. Basta saber ler os rodapés dos telejornais-de-entretenimento e as legendas dos filmes cor-de-rosa, desenhar uma cruz no quadradinho do PS ou do PSD, eleições sim, eleições não, e contar até 10 – o resto são idealismos de gente parva que pensa que o mundo podia ser melhor se todas pessoas tivessem uma educação formal de qualidade. Gente parva, mesmo.

Na minha qualidade de membro do grupo da gente parva, só tenho uma preocupação: a que preço (e não falo só dos carcanhóis) pagaremos toda esta poupança?

Para o Paulo Fontes

Não me deixa a sensação

de estar aqui para expiar

a culpa de ter fome,

cinco nós por desatar em

cada linha de cabelo.

r

O truque é não erguer

as sobrancelhas,

colocar no cabeçalho

um nome falso,

sorrir a 100%.

r

As perguntas que levantas

são perdizes abatidas

por calibres ideais.

Afias outro lápis, aprendes

a calar o que te dói.

r

Daqui a quatro anos já serás

formado em miudezas

de futuro gradeado e

o mundo vai abrir-se, já o sabes,

num esgoto cor de prata.

r

Ulisses Já Não Mora Aqui, & etc

Um documentário sobre este jornalista:

Recomenda-se a leitura de tudo o que ele escreveu.

Nós abaixo-assinados consideramos inaceitável que perto de mil milhões de pessoas sofram  de fome crónica. Via Nações Unidas, nós instamos os governos a fazerem da eliminação da fome a sua primeira prioridade  até que tal objectivo seja alcançado.

Para assinar:

http://www.1billionhungry.org/

Triste notícia: hoje, o grupo dos homens íntegros e sem medo de pôr o dedo na ferida ficou reduzido a quase nada. Ficamos mais pobres e eu, triste.

🙂

Responsável por atrair a terceira e mais mortífera arma da horta: os sapos anti-lesmas e caracóis!  As alfaces este ano estão um sonho, eheh.

Cebolo, beterraba, couve galega, pimento, pepino, alface, tomate de duas qualidades, espinafres, alho francês, beringela e aboborinha (dita courgete). Tudo em pequenas quantidades, a combinar com a microhorta.

Segunda: Loureiro

Arma antitoupeira, diz-que. Eficácia por comprovar. Para além disso, é uma planta bonita e já se sabe as carnes a adoram.

Primeira: Arruda


O seu gato faz as necessidades onde não deve? Ora ponha lá um ramito de arruda e veja como a vida parece mais fácil…

[Eu sei que a fotografia é chungosa, mas foi o que consegui arranjar :)]