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PROTESTO APARTIDÁRIO, LAICO E PACÍFICO

– Pela Democracia participativa.
– Pela transparência nas decisões políticas.
– Pelo fim da precariedade de vida.

MANIFESTO:

Somos “gerações à rasca”, pessoas que trabalham, precárias, desempregadas ou em vias de despedimento, estudantes, migrantes e reformadas, insatisfeitas com as nossas condições de vida. Hoje vimos para a rua, na Europa e no Mundo, de forma não violenta, expressar a nossa indignação e protesto face ao actual modelo de governação política, económica e social. Um modelo que não nos serve, que nos oprime e não nos representa.

A actual governação assenta numa falsa democracia em que as decisões estão restritas às salas fechadas dos parlamentos, gabinetes ministeriais e instâncias internacionais. Um sistema sem qualquer tipo de controlo cidadão, refém de um modelo económico-financeiro, sem preocupações sociais ou ambientais e que fomenta as desigualdades, a pobreza e a perda de direitos à escala global. Democracia não é isto!

Queremos uma Democracia participativa, onde as pessoas possam intervir activa e efectivamente nas decisões. Uma Democracia em que o exercício dos cargos públicos seja baseado na integridade e defesa do interesse e bem-estar comuns.

Queremos uma Democracia onde os mais ricos não sejam protegidos por regimes de excepção. Queremos um sistema fiscal progressivo e transparente, onde a riqueza seja justamente distribuída e a segurança social não seja descapitalizada; onde todas as pessoas contribuam de forma justa e imparcial e os direitos e deveres dos cidadãos estejam assegurados.

Queremos uma Democracia onde quem comete abuso de poder e crimes económicos e financeiros seja efectivamente responsabilizado por um sistema judicial independente, menos burocrático e sem dualidade de critérios. Uma Democracia onde políticas estruturantes não sejam adoptadas sem esclarecimento e participação activa das pessoas. Não tomamos a crise como inevitável. Exigimos saber de que forma chegámos a esta recessão, a quem devemos o quê e sob que condições.

As pessoas não são descartáveis, nem podem estar dependentes da especulação de mercados bolsistas e de interesses financeiros que as reduzem à condição de mercadorias. O princípio constitucional conquistado a 25 de Abril de 1974 e consagrado em todo o mundo democrático de que a economia se deve subordinar aos interesses gerais da sociedade é totalmente pervertido pela imposição de medidas, como as do programa da troika, que conduzem à perda de direitos laborais, ao desmantelamento da saúde, do ensino público e da cultura com argumentos economicistas.

Os recursos naturais como a água, bem como os sectores estratégicos, são bens públicos não privatizáveis. Uma Democracia abandona o seu futuro quando o trabalho, educação, saúde, habitação, cultura e bem-estar são tidos apenas como regalias de alguns ou privatizados sem que daí advenha qualquer benefício para as pessoas.

A qualidade de uma Democracia mede-se pela forma como trata as pessoas que a integram.

Isto não tem que ser assim! Em Portugal e no Mundo, dia 15 de Outubro dizemos basta!

A Democracia sai à rua. E nós saímos com ela.

http://www.facebook.com/pages/15-Outubro/161447463927164
http://www.facebook.com/event.php?eid=139031266184168

Nuno Crato é o novo Ministro da Educação. Será isto uma boa notícia? Quem dera.

Um documentário sobre este jornalista:

Recomenda-se a leitura de tudo o que ele escreveu.

Triste notícia: hoje, o grupo dos homens íntegros e sem medo de pôr o dedo na ferida ficou reduzido a quase nada. Ficamos mais pobres e eu, triste.

O Papa opõe-se à igualdade universal e aos direitos humanos. Não lhe devia ser reconhecida a honra de uma Visita de Estado ao nosso país. Por isso, eu também me oponho à visita do Papa. Como esta petição* não é válida em Portugal, fica aqui lavrado o meu protesto.

* Texto da petição:
We the undersigned petition the Prime Minister to disassociate the British government from the Pope’s intolerant views ahead of the Papal visit to Britain in September 2010. We urge the Prime Minister to make it clear that his government disagrees with the Pope’s opposition to women’s reproductive rights, gay equality, embryonic stem cell research and the use of condoms to prevent the spread of HIV. We ask the Prime Minister to express his disagreement with the Pope’s role in the cover-up of child sex abuse by Catholic clergy, his rehabilitation of the Holocaust-denying bishop Richard Williamson, and his decree paving the way for the beatification and sainthood of the war-time Pope, Pius XII, who stands accused of failing to speak out against the Holocaust. We also request the Prime Minister to assure us that the Pope’s visit will not be financed by the British taxpayer.

Há uns tipos com sorte em Portugal, aqueles que vão papar os feriados papais ( 13 para todos – até para mim!- e 11 ou 14, segundo sei, consoante se seja da capital ou da invicta, a religião não interessa nada, é a área de residência; diz que o Ratzinger vai lá e que por isso é que há feriado). Mas cheira-me que se o Papa quiser ver Portuenses e Lisboetas nesses dias terá de descer ao reino dos Algarves. Aposto que os  católicos (e não só) portugueses vão todos optar por homenagear o Papa de papo para o ar, ao sol.

E eu cheia de inveja, claro. É que isto de se ser ateu é muito chato para este tipo de feriados. Da próxima vez que cá vier o Dalai Lama, feriado, quando vier o pontífice máximo da IURD, feriado, alguém com importância equivalente no islamismo ou no judaísmo, idem, aspas. Então e eu? O estado laico esqueceu-se de mim. tenho de arrnajar um papa e fazer um requerimento, não me posso esquecer.

Entretanto, numa curtíssima viagem virtual descobri, aqui, ISTO:  um sítio muito interessante para consolação dos católicos que ficarem insatisfeitos …. com estas medidas governamentaias. Explorem, que é muiiito interessante!

não posso ser livre se tu não fores, diz ele, também, claro.

Acabadinha de descobrir por mim – eu sei, sou lenta.  Obrigada, Pilantra, mais uma vez 🙂 !

antes isso que doar… roupa nova por vender,na H&M, livros na Borders (diz quem sabe que em Portugal é igual), maquilhagem na Sephora (ver comentários do 1º link), comida para animais (idem), etc, etc.

Via Quinta do Sargaçal.

Caminhando contra o vento
Sem lenço e sem documento
No sol de quase dezembro
Eu vou…

O sol se reparte em crimes
Espaçonaves, guerrilhas
Em cardinales bonitas
Eu vou…

Em caras de presidentes
Em grandes beijos de amor
Em dentes, pernas, bandeiras
Bomba e Brigitte Bardot…

O sol nas bancas de revista
Me enche de alegria e preguiça
Quem lê tanta notícia
Eu vou…

Por entre fotos e nomes
Os olhos cheios de cores
O peito cheio de amores vãos
Eu vou
Por que não, por que não…

Ela pensa em casamento
E eu nunca mais fui à escola
Sem lenço e sem documento,
Eu vou…

Eu tomo uma coca-cola
Ela pensa em casamento
E uma canção me consola
Eu vou…

Por entre fotos e nomes
Sem livros e sem fuzil
Sem fome, sem telefone
No coração do Brasil…

Ela nem sabe até pensei
Em cantar na televisão
O sol é tão bonito
Eu vou…

Sem lenço, sem documento
Nada no bolso ou nas mãos
Eu quero seguir vivendo, amor
Eu vou…

Por que não, por que não…
Por que não, por que não…
Por que não, por que não…
Por que não, por que não…

(Ver outras gravações deste tipo no tutubo, lindas!)

(Via Poesia Incompleta)

“O que lhe falta para passar no teste ambiental e ser uma pessoa bem-educada” do Público de ontem

Por Nicolau Ferreira

(…)

O resultado está longe de ser brilhante. Mesmo com lâmpadas de poupança, reciclagem e poucos quilómetros percorridos de carro, seria necessária mais uma Terra inteira para comportar um modo de vida que não dispensa algumas horas anuais de voo, refeições com carne, alimentação importada e uma casa mal calafetada (mas sem aquecimento central). Se as perto de 6,8 mil milhões de pessoas que existem vivessem com luxos idênticos, um planeta Marte habitável não chegaria para todos, e ninguém sabe quando é que a população humana vai deixar de crescer. Mas existem alternativas para a maioria dos problemas e optar por essas alternativas pode, ao fim do dia, tornar-nos portadores de uma etiqueta verde.

Três frentes de batalha

Há um objectivo geral por trás de cada comportamento verde, por mais que o “ecológico” irrite os familiares, amigos e colegas que ainda não aderiram. “Para mim o importante é reduzir o consumo ao essencial e excluir o supérfluo, englobando aqui o consumo de água, de energia e de “coisas””, sumariza Manuela, que vive em Vila Nova de Famalicão. O consumo alimentar, a energia gasta em casa e o modo como cada um se movimenta todos os dias de um lado para o outro são as principais frentes de batalha que podem ser escrutinadas do ponto de vista ambiental.

No supermercado a primeira regra é comprar alimentos produzidos na região. Quanto mais perto for a origem do alimento, menos energia foi consumida para o fazer chegar aos pontos de venda. Depois, sempre que se puder, deve-se optar por alimentos de origem biológica, cujo certificado garante práticas naturais de crescimento, menos fertilizantes químicos e antibióticos. Também é importante a diminuição na procura de carnes, principalmente a vermelha, já que a produção animal exige grandes quantidades de cereal e feno (lembra-se da crise de alimentos durante a Primavera de 2008, em que parte do problema foi causada pelo número de famílias chinesas que passaram a consumir carne?). Para quem tenha a sorte de ter um pouco de terra sugere-se uma aventura pela horticultura para alimentação própria.

Em casa, uma das medidas mais unânimes é a separação do lixo e reciclagem. Uma actividade que pode abarcar mais do que o plástico, o papel ou o vidro e passar a incluir as pilhas, os óleos. Os restos orgânicos são grandes candidatos para a fertilização da horta. Nuno Pinheiro é um adepto. “Fazemos compostagem com cascas e restos das plantas do jardim e do olival. O olival é fertilizado com o mato da limpeza da mata da qual somos proprietários, onde plantamos de tudo um pouco e temos árvores das mais variadas espécies”, explica o bancário de 39 anos que vive numa aldeia perto de Seia.

Em relação à energia e à água, Daniela Ambrósio, de 27 anos, tem uma lista longa de regras que ajudam a optimizar os recursos. Para poupar electricidade no aquecimento sugere proteger portas e janelas de fugas de ar, ter as persianas abertas durante o dia para entrar calor e manter as portas fechadas. Relativamente à luz, opta por lâmpadas economizadoras, prefere electrodomésticos de Classe A de energia, portáteis a computadores fixos, que obrigam a ter ecrã, desliga os electrodomésticos da ficha, só põe máquinas (da roupa e loiça) a trabalhar quando estão cheias, cozinha em grandes quantidades para economizar energia e defende a utilização de painéis fotovoltaicos. Para poupar água sugere a utilização de um copo sempre que se lava os dentes, armazenar a água do banho num balde para outros fins e utilizar a água da cozedura de alimentos para fazer sopa.

De tudo isto só falha uma coisa. “Não tenho painéis fotovoltaicos e solares porque o prédio onde moro não tem, mas quando tiver casa própria essa será uma prioridade”, afirma a gestora cultural de Aveiro, que prefere roupas de fibra natural a fibra sintética e substitui o limpa-vidros por uma solução de água e vinagre menos nociva para o ambiente.

Nas viagens diárias não há muito a saber, trocar o automóvel com um passageiro por transportes públicos, uma bicicleta ou as pernas é a atitude mais ecológica. Mas há detalhes a ter em conta para os utilizadores de carro, como baixar o consumo de combustível reduzindo a velocidade, desligar o motor sempre que se pára em algum sítio, e abandonar o hábito de trocar o veículo de dois em dois anos.

Limitações externas

César Marques é um dos que optam por ter uma condução mais cuidada já que não consegue livrar-se do carro. “Não posso fugir a determinadas obrigações e responsabilidades, como ir para o trabalho todos os dias, que fica a 18 quilómetros de casa, num trajecto que não é servido por transportes públicos competitivos com o automóvel particular”, explica o informático de 37 anos que vive em Lisboa. Se pudesse, admite que andaria só de bicicleta, pois é o seu transporte de eleição.

De resto recicla, sempre que pode vai a pé até aos locais, tem em casa um contador de electricidade bi-horário, que permite poupar dinheiro utilizando mais electricidade durante a noite, o que acarreta menos custos para a rede eléctrica. Se pudesse, faria mais: “Gostaria de produzir energia limpa de uma forma simples e sem grandes burocracias. Na Alemanha entra-se numa loja da especialidade, adquirem-se os painéis, faz-se a instalação e em meia dúzia de dias já se produz e vende energia para a rede eléctrica.”

Há mais reparos a fazer ao sistema português. Como os preços altos dos produtos biológicos, das lâmpadas economizadoras, dos electrodomésticos de Classe A ou dos painéis fotovoltaicos que, segundo Daniela Ambrósio, nem todas as pessoas podem pagar. Manuela Araújo queixa-se da falta de incentivo à agricultura portuguesa, que impede termos um mercado interno maior, e sugere a implementação da certificação energética dos edifícios, não só dos que estão a ser construídos mas também dos antigos.

Nuno Pinheiro, apesar de pagar o saneamento, denuncia uma situação constrangedora para qualquer país que se diz civilizado. “A pegada ecológica da minha família poderia ser menor se os esgotos da minha aldeia fossem tratados. A agravar tudo isto, estão a ir directos para a única fonte de água que existia e abastecia a aldeia antes de haver água canalizada”, explica, desabafando que “paga para poluir”.

As limitações portuguesas não são uma justificação para não se fazer nada, considera César Marques, defendendo que “há ainda possibilidade de reduzir muito a pegada ecológica”. O facto é que muitas pessoas não alteram os seus hábitos diários. Daniela Ambrósio acredita que para se alterar o comportamento é necessário ter-se, antes de tudo, uma “consciência do que é o ambiente, do quanto necessitamos dele para viver, e depois perceber o mal que lhe fazemos”. Até porque outra opinião unânime é a de que a acção individual conta.

Ser ecológico

“Já imaginou a redução na área necessária para produção de alimentos para gado bovino se todos, ou a maioria dos habitantes dos países ditos desenvolvidos, passassem a comer apenas a quantidade de carne recomendada pelos nutricionistas?”, questiona Manuela Araújo, que diz sentir-se tentada a criticar pessoas que têm um grande nível de instrução e ignoram este assunto. Nuno Pinheiro defende que a educação começa em casa, “e não na escola, como muitos pais pensam”.

A forma mais fácil de educar é o exemplo pessoal, diz César Marques. “As pessoas são sensíveis aos casos particulares e projectam com maior facilidade essa experiência em si mesmas”, acrescenta. E quando existem benefícios económicos, as mudanças ainda são mais rápidas, garante o informático.

Talvez não seja necessária uma etiqueta verde, uma lista que será sempre artificial e que poderá não se ajustar à realidade de cada um. Talvez as pessoas ganhem novos hábitos à medida que sintam os exemplos dos outros crescerem como uma coisa fácil, como parece ser para Manuela Araújo: “Faço de tudo um pouco e gradualmente, sem fundamentalismos, de modo a que não prejudique a vida familiar.” César Marques olha para a ecologia como algo que deve estar enraizado, que faz parte de qualquer acto. “Ser ecológico é algo natural, tal como os bons modos para uma pessoa bem formada. Quem é bem-educado não tem uma lista de acções.” Limpa o que suja, não cospe no chão, fecha a porta quando sai. Deixa as coisas como as encontrou, prontas para serem utilizadas pelo próximo. E a Terra é uma daquelas coisas que estão sempre a ser utilizadas pelo próximo.

Não são os políticos corruptos, não é a falta de justiça fiscal, não é a falta de justiça, não é a desonestidade, não é o ciclo muitas vezes inescapável da pobreza, não é o medo de dizer a verdade, não é o medo de defendermos os nossos direitos, não é a impotência perante a selecção noticiosa dos meios de comunicação social, não é o desemprego para aumentar os lucros dos accionistas, não é a falta de igualdade ou falta de liberdade ou falta de fraternidade, etc, etc,etc. Nenhum destes pormenores suscita vaias nem apreensão relativamente ao futuro dos nossos filhos. Ainda bem que não tenho filhos.

Bill Maher, via Oeste Bravio, o blogue do Filipe Castro, que é o meu favorito mais antigo, um favorito de estimação :).

Fabulosa descoberta de última hora, botem o VOLUM E NO MÁXIMO!

Toda tragédia só me importa
Quando bate em minha porta
Porque é mais fácil condenar
Quem já cumpre pena de vida

Vénia, Pilantra!

Nada melhor do que ouvir Tom Zé antes de dormir!

 

 

Em Ferrel lá p´ra Peniche
vão fazer uma central
que para alguns é nuclear
mas para muitos é mortal
os peixes hão-de vir à mão
um doente outro sem vida
não tem vida o pescador
morre o sável e o salmão
isto é civilização
assim falou um senhor
tem cuidado

Fausto Bordalo Dias

Cá dentro inqueitação, inquietação
É só inquietação, inquietação
Porquê, não sei
Mas sei
É que não sei ainda

Há sempre qualquer coisa que eu tenho que fazer
Qualquer coisa que eu devia resolver
Porquê, não sei
Mas sei
Que essa coisa é que é linda!

Será que todos os edifícios/espaços bonitos do Porto têm como destino a ruína? O blogue A Cidade Deprimente mostra-nos os últimos dias deste cinema que, mesmo em ruínas, continua a ser belíssimo. Pelos vistos, já é demasiado tarde para o salvar.  Que se fez por este edifício durante 17 anos? Que fez a Cãmara? Que fez o Rio para conservar o belo Porto medieval e novecentista? Teremos de estar eternamente de vigília ou de nos prender às grades dos belos edifícios do Porto, como no Coliseu, para obrigar os eleitos pelo povo a proteger a cidade que é nossa?

Oito canções do novo álbum (Glitter and Doom Live) aqui.

O medo devora a alma,  diz-nos Fassbinder com absoluta razão. Mas não é só o medo: o trabalho também a devora.

The Caucasian Challenge.  (Projectos teóricos apenas, detesto conduzir e não percebo nada de mecânica 🙂 )

Via João Leitão, o melhor guia de viagens do mundo.

 

A ideia da Estónia criou raízes em Portugal:

http://limparportugal.ning.com/

A ideia é descobrir as lixeiras a céu aberto do país (coisa fácil, basta olhar para o lado), arranjar o maior número possível de voluntários, organizá-los por concelhos (e, imagino, por lixeira) e numa data a determinar limpar Portugal!

BORA LÁ!

 

50.00o pessoas contra o lixo, na Estónia:

se tiver sorte, há-de aparecer nos livros de história assim:  Salgueiro Maia foi um dos mais destemidos e ilustres capitães de Abril, tendo tido uma relevante e excepcional responsabilidade no bom curso do golpe de 1974.

Uma pequena curisosidade: quinze anos depois do golpe, um primeiro-ministro (um tal Cavaco Silva) recusou conceder-lhe uma pensão por serviços excepcionais e relevantes à pátria, ao mesmo tempo que concedia a mesma pensão a dois excepcionais colaboradores pidescos do regime fascista.

Porque “a igualdade nada retira a ninguém, mas antes alarga os mesmos direitos a mais pessoas, acrescentando dignidade, respeito, reconhecimento e liberdade” , deve assinar-se  seguinte abaixo-assinado:

http://www.petitiononline.com/mpi/petition.html

Eu, que não me quero casar mas que o posso fazer se o quiser, já assinei.

Por Otelo Saraiva de Carvalho, no Público de ontem.

Sem nos esquecermos de que esta é uma visão pessoal, mas sem a desvalorizarmos por isso, esta entrevista do Público a um dos protagonistas mais decisivos do 25 de Abril constitui um excelente contributo para se compreender com mais clareza a sequência dos acontecimentos que estiveram na origem da Revolução e daqueles que se lhe seguiram. A não perder.

Antes

Antes

Depois

Depois

Venus, Major, Té, terá algum de vocês fotografia de um antes anterior…?

O sítio da Transparência na Administração Pública já está a funcionar a lindamente. Escrevi Águeda no motor de busca deles e, em poucos minutos, descobri coisas magníficas:

Por exemplo, que o  Município de Águeda gastou quase 35 mil euros em trabalhos de limpeza e conservação do monumento ao emigrante, em Fermentelos, e pouco mais de 250 euros em aquisição de livros no âmbito do Plano Nacional de Leitura. Prioridades.

…e eu sem tempo para vivas à República, nem para a horta, nem para o blogue, nem para amigos – o que já é pior. Ai, ai! Precisava de ficar instantaneamente a saber jogar póquer ou então de conhecer alguém que o soubesse jogar e me soubesse dizer como se traduz “one-eyed jacks are wild”, entre outras expressões enigmáticas… Paciência, Esteva Maria, e persistência. Dizem os orientais que essas virtudes compensam.

E VIVA A REPÚBLICA!

P.S. Entretanto, lembro que “A Cidade Surpreendente” bem como a sua “Outra Face” estão outra vez a ser actualizadas regularmente pelo Carlos Romão. Ver as hiperligações na coluna da esquerda.

Dantes era importante ser um bom professor. Agora é importante parecer ser um bom professor. Dantes era importante ensinar os alunos. Agora é importante que os alunos passem de ano. Dantes havia tempo para pensar e preparar bem as aulas. Agora quase não sobra tempo de qualidade para isso.

No sábado, dia 27 de Setembro. É uma campanha da Deco (que peca muito por andar a dormir…)

Ler mais aqui. Há também uma espécie de abaixo-assinado e um cartaz publicitário para espalhar pelas bombas de gasolina.

Sinais que deve possuir:

Gostar do sossego próprio e alheio (condição sine qua non) e querer viver na rua mais sossegada desta margem do Vouga.

Ser capaz de recuperar (ou de o querer mandar fazer) casa antiga, mui barata, pondo-a a combinar com a minha: paredes de cal branca, rebordos de portas e janelas a vermelho-maduro-tinto.

Gostar de falar com a D. Natércia e dos seus ditos populares em extinção.

Gostar de ler, de ir ao teatro, ao cine-clube, a concertos incomuns, de falar de tudo menos de … trabalho.

Querer mudar um bocadinho o mundo, nem que seJa só mesmo um bocadinho.

Não ter cães que aterrorizem pessoas com medo de cães aterrorizadores.

Se houver assim alguém, é favor deixar aqui contacto. Tenho saudades de falar com mais do que duas pessoas interessantes por mês. E às vezes tenho salsa, espinafres e figos pingo de mel a mais.

Assunto sério.