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O Bairro dos Índios da Meia Praia, situado em Lagos, foi construído imediatamente após o 25 de Abril de 1974 pelas próprias mãos dos seus habitantes que viviam em barracas, no mesmo local, havia cerca de 40 anos. Tratava-se de uma comunidade piscatória, muito pobre e explorada que, com a iniciativa do Arquiteto José Veloso e com o financiamento do estado – através de um programa denominado S.A.A.L. – conseguiu construir as suas próprias casas. Este foi apenas um dos cerca de centena e meia de bairros construídos no âmbito do programa SAAL mas, por qualquer razão, sofreu revezes desde o início, sendo o projeto abandonado, ostracizado, nunca chegando a ser concluído e nem sequer as suas ruas pavimentadas! Outros bairros similares encontram-se hoje em ótimo estado de conservação e são tratados como outro bairro qualquer. Porque razão este há-de ser diferente?

Este bairro é, paradoxalmente, bem mais conhecido que todos os outros. Foi cantado pelo José Afonso no seu tema “Os Índios da Meia Praia” e sobre ele o realizador Cunha Telles fez uma longa metragem denominada “Continuar a Viver”. Talvez por isso se tenha tornado um símbolo da força da união, da solidariedade e do trabalho. E para quem gosta de arrumar tudo em gavetas para depois as poder fechar, conotado com a esquerda ou até com um partido.

Urge ter, para com um símbolo desta dimensão, uma atitude de respeito e de grandeza. Constituiu acima de tudo um marco da nossa história. É assim que deve ser visto, com respeito pelas pessoas que há gerações habitam no local, com respeito pelo nosso passado de luta pela liberdade.

A pressão imobiliária no local é enorme e deve causar incómodo a muita gente que haja pobres a viver com vista para o mar. Aquilo que pedimos é, não apenas que o bairro não seja demolido e apagado da nossa história recente. Aquilo que pedimos é que a este bairro seja restituída a dignidade que marca o carácter de quem o construiu. Que seja conservado e requalificado respeitando o projeto de arquitetura que lhe deu origem! Que seja respeitada a história do nosso país!

Concordas? Então, assina AQUI enquanto ouves ISTO. Se tiveres dúvidas, vê o documentário:

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(Fanado do blogue pliântrico Abracadabra, sito aqui: http://abracadabra.weblog.com.pt/)


O documentário está na íntegra no Youtube, em postas de 15 minutos. Citando o actual grande líder, é um autêntico murro no estômago.

Alimento para o pensamento, em tempo de eleições de Gatos.

(Vénia à Pilantra.)

Onde estão os protestos, pergunta ele e eu também.

Vénia ao Magazine da Pilantra!

Para aceder à Wikileaks:

celebro a esmola que a PT me fez há pouco de me conceder internet ao fim de quase um mês, fazendo eco desta notícia que li no Público:

Há um movimento internacional, que começou na França e que tem como figurão-promotor um tipo futebolístico chamado Cantona que jogava futebol de gola virada para cima e cuja especialidade, se bem me lembro, era dar patadas no adversário. Ora, a ideia é simples: mostrar aos bancos que o dinheiro deles é nosso e ir levantá-lo no dia 7 de Dezembro.

Mas info, aqui:

http://www.facebook.com/pages/StopBanque/119038221489346

http://dailybail.com/home/eric-cantona-kill-the-banks-banque-stop-european-bank-run-on.html

Mulheres manifestam-se contra a petrolífera Chevron no Sul da Nigéria

20.08.2010

As mulheres de uma comunidade no Sul da Nigéria estão a bloquear o acesso a uma instalação do gigante norte-americano Chevron para protestar contra as condições de vida na região e para os danos ao Ambiente, revelou hoje um dirigente local.

As mulheres da comunidade de Ugborodo, no estado do Delta, exigem à Chevron o fornecimento de electricidade e protestam contra os impactos no Ambiente, explicou um dos dirigentes de Ugborodo, Thomas Eriyetomi.

“Elas estão a interditar o acesso às instalações e assim nenhuma operação se poderá efectuar”, indicou, acrescentando que “é imoral para a Chevron não fornecer as condições básicas da vida numa comunidade onde vivem e onde fazem dinheiro”.

Os responsáveis da Chevron não quiseram prestar declarações por agora e remetem explicações para um comunicado a divulgar mais tarde.

Eriyetomi não indicou o número de pessoas na manifestação mas afirmou que todas as mulheres da comunidade estão a participar.

No mês passado realizou-se uma manifestação semelhante, para alertar as autoridades para aquilo que foi descrito como um total esquecimento da região. O protesto acabou por conseguir que o governo local prometesse analisar os pedidos. Mas “as reuniões com o governo fracassaram e o protesto foi retomado”, explicou Eriyetomi.

Em 2009, a produção total diária da Chevron na Nigéria foi, em média, de 480 mil barris de petróleo, 345 mil metros cúbicos de gás natural e três mil barris de gás líquido. A Nigéria é o oitavo produtor mundial de petróleo. Depois de anos de violência naquela região, que fez cair a produção, no ano passado a situação ficou normalizada, graças a uma amnistia oferecida aos grupos rebeldes.

Hannah Baage percorre o óleo poluído que afeta Gio Creek, em Kegbara Dere, na Nigéria. O Delta do Níger tem sofrido o equivalente ao derramamento do Exxon Valdez por ano, nos últimos 50 anos, segundo algumas estimativas

Mais sobre os constantes derrames de petróleo no Delta do Níger nas últimas décadas, por exemplo, AQUI (de onde foi igualmente retirada a imagem.

Nós abaixo-assinados consideramos inaceitável que perto de mil milhões de pessoas sofram  de fome crónica. Via Nações Unidas, nós instamos os governos a fazerem da eliminação da fome a sua primeira prioridade  até que tal objectivo seja alcançado.

Para assinar:

http://www.1billionhungry.org/

Ontem, na RTPN,perto da meia-noite, assisti a uma coisa bastante rara: um debate com representantes de todos (e não só o cds, o ps e o psd) os partidos. Ainda por cima, a parte que apanhei foi a gente da esquerda a bater forte e feio nesses três que deixei entre parêntesis. O assunto era o raio da crise em que os três emparentisados nos deixaram e o Luís Fazenda e o Bruno Dias (este não conhecia, mas já não me esqueço dele) falaram alto e grosso, calando os outros com a maior das facilidades. A do cds, então, foi um gostinho ver a porrada que levou e a tentativa de chutar fifiamente para o lado o peso dos submarinos no défice. Fartei-me de rir e fui para a cama a cantar “trabajadores no más sufrir, la explotación ha que sucumbir”, cheia de esperança no futuro.

Uma das coisas que retive da intervenção do Bruno Dias (PCP), foi que se sairmos desta é sobretudo com o carcanhol que a União Europeia nos vai (continuar) a dar. Ora, a minha dúvida existencial é: como é que a UE ainda nos dá dinheiro??? Se até agora em Portugal quem o apanhou o meteu ao bolso, se todos os dias lemos notícias como esta:

Locomotivas eram iguais às que ainda hoje circulam na Suíça

CP demoliu carruagens na sucata de Manuel Godinho que estavam em bom estado

(…)

A medida não foi pacífica, tendo, na altura, merecido vigorosos protestos do director do Museu Ferroviário Nacional e da Associação Portuguesa dos Amigos dos Caminhos-de-Ferro (APAC). Esta entidade, que constitui uma opinião pública especializada, criticou a companhia ferroviária por não ter feito os mínimos para vender ou salvar carruagens acabadas de sair das oficinas. Neste processo de manutenção, uma revisão de meia vida que “custou milhares de contos”, as carruagens foram modernizadas com estofos novos e outros equipamentos. (…)

As carruagens demolidas representavam dez por cento da frota da CP, que na altura nunca respondeu às perguntas do PÚBLICO sobre o processo de desafectação de material circulante. Nove anos depois – e já após a descoberta das ligações do empresário de Aveiro Manuel Godinho a algumas áreas operativas da CP e da Refer – a mesma empresa não respondeu também às perguntas do PÚBLICO sobre este assunto.

(…)

Comenta-se, ironicamente [em fóruns da net], que a Confederação Helvética, um país pobre e subdesenvolvido, mantém ao serviço material circulante que os novos-ricos portugueses resolveram mandar para o sucateiro. Algumas das carruagens saíram directamente do serviço de passageiros para a demolição. Fotografias das Schindler na Suíça circulam na web, mostrando carruagens reabilitadas de aspecto confortável e design moderno.

etc, etc, no Público online, de hoje

E aquela de o Estado ter de indemnizar o concelho de Santo Tirso nuns bons milhões, porque, quando os deputados da Assembleia da República  criaram o concelho da Trofa, não respeitaram a lei, visto estarem com pressa eleitoralista?  (Então, não é para fazerem leis que eu lhes pago? Não as sabem ou não as querem fazer de acordo com as regras? Deveriam era ser financeiramente responsabilizados por esta negligência! Nota: nesta fotografia a esquerda ficou bem mal, já que alinhou com os três tristes partidos que nos têm governado nas últimas dezenas de anos . )

Começo a achar que o melhor, enfim, era ninguém nos dar dinheiro e  deixarem esta porra de país afundar-se, até os cidadãos com idade para votar perceberem bem as consequências dos seus actos, porque isto, em última análise, é culpa de quem vota como vota e depois se alheia de fiscalizar o exercício do poder que conferiu.

Mais de 80 por cento dos carros do Estado não possuem seguro. Um levantamento da Agência Nacional de Compras Públicas (ANCP) relativo a 2009 refere que apenas 5572 das 28.793 viaturas do Estado estão seguradas. A maior parte dos veículos sem seguro pertence ao Ministério da Administração Interna (MAI), estando distribuídos, na sua maioria, por GNR e PSP, onde os condutores, em caso de serem declarados culpados em acidentes, são alvo de processos disciplinares e obrigados a pagar as despesas.

(…)

“O que se constata actualmente é que os condutores dos carros do Estado são sujeitos a uma situação de quase chantagem por parte dos detentores de cargos públicos. Têm mais algumas regalias por conduzirem essas viaturas, mas sujeitam-se a todas as formas de pressão, sobretudo psicológica. Depois, quando há um problema, as coisas são abafadas, normalmente com as intervenções dos ministros, que acabam por limpar o cadastro aos motoristas”, diz ainda Manuel João Ramos.

no Público de hoje…

Ich bin eine lesbe, por Joana Manuel

no Público de hoje e no blogue da actriz que foi “apanhada” pelos defensores da moral e dos bons costumes: afinal a mulher não é lésbica, afinal vai para a cama com homens.

A ler por todos, mas sobretudo por aqueles que, como ela diz, “perfilham um estranho conceito de cidadania.”

“A luta é minha porque os homossexuais deste país são meus concidadãos e eu respeito-os e defendo-os como tal. Ao fazê-lo estou a defender-me a mim. Eu sou eles. Eles são parte do meu nós.”

O preço do nosso bem-estar.

 

A ideia da Estónia criou raízes em Portugal:

http://limparportugal.ning.com/

A ideia é descobrir as lixeiras a céu aberto do país (coisa fácil, basta olhar para o lado), arranjar o maior número possível de voluntários, organizá-los por concelhos (e, imagino, por lixeira) e numa data a determinar limpar Portugal!

BORA LÁ!

 

Camões e a tença

 

Irás ao Paço. Irás pedir que a tença

Seja paga na data combinada

Este país te mata lentamente

País que tu chamaste e não responde

País que tu nomeias e não nasce

 

Em tua perdição se conjuraram

Calúnias desamor inveja ardente

E sempre os inimigos sobejaram

A quem ousou seu ser inteiramente

 

E aqueles que invocaste não te viram

Porque estavam curvados e dobrados

Pela paciência cuja mão de cinza

Tinha apagado os olhos no seu rosto

 

Irás ao Paço irás pacientemente

Pois não te pedem canto mas paciência

 

Este país te mata lentamente

 Sophia de Mello Breyner Andresen

 

A Maria João Pires escolheu deixar de ser portuguesa. Compreendo-a. O povo que somos não a merece, tal como não merece muitos outros (quase todos) que não tiveram outra opção.  Na verdade, temos sorte, há gente demasiado grande em Portugal, apesar de Portugal.

A Bíblia é  um livro muito perigoso nas mãos de certas pessoas, tal como a história o prova até à náusea.

Vénia à Pilantra, por me ter enviado este vídeo.

Parece-me que quem decide estas coisas do IVA (e não só estas, mas isso são outros quinhentos) não está interessado de facto em saber o que é de primeira necessidade nem procura deste modo estimular consumos saudáveis que não pesem depois no sistema nacional de saúde.

5% ou lista de bens de primeira necessidade:

Fruta, hortaliça, leite, ovos, iogurtes, queijo, pescada, refrigerantes com gás, paté de vegetais, ruffles.

12% ou lista de coisas não tão importantes assim:

Vinho, café, presunto, chouriço.

20% ou lista de coisas dispensáveis que só compramos porque não temos que fazer ao dinheiro:

Cereais integrais sem acúcar, comida para gato, uísqui, champô, pasta de dentes, limpa-móveis, miolo de camarão.

Que faz a pescada na primeira e o camarão na última? Que fazem os refrigerantes, o paté e as batatas fritas na primeira lista? Porque é que os enchidos estão na segunda e o queijo na primeira? Porque é que os iogurtes potencialmente cheios de corantes, conservantes e açúcares estão na primeira e os cereais integrais-tipo-comida-de-coelho-como-diz-o-guloso-cá-de-casa estão na última? Que faz a pasta dos dentes na mesma lista do limpa-móveis?

Direito de Reunião e de Manifestação

1. Os cidadãos têm o direito de se reunir, pacificamente e sem armas, mesmo em lugares abertos ao público, sem necessidade de qualquer autorização.

2. A todos os cidadãos é reconhecido o direito de manifestação.

Preto no branco, isto que a  Constituição da República Portuguesa diz no seu artigo 45. Então por que razão estiveram sindicalistas em ser julgado sem tribunal desde janeiro de 2009? O que raio é uma manifestação “ilegal”?  Não se fez uma revolução aqui há uns anos por causa de coisas como estas? Os tribunais que julgaram o caso, o presidente da cãmara de guimarães (minúscula, sim) e o governador-civil que fizeram queixa não têm mais o que fazer? Esta gentinha não sabe o que é viver em democracia?

Nesta notícia só me espanta o facto de ser tão pouco mediática e de haver apenas dezenas de pessoas à porta, provavelmente todas dos sindicatos dos quatro absolvidos. Espero que, quando acordemos, não seja tarde.

Simples.

“Apoio os Shministim e o seu direito de, pacificamente, se oporem ao serviço militar. Peço a libertação destes jovens que foram encarcerados pela sua recusa ética em servir um exército que ocupa o território palestiniano. A prisão destes objectores de consciência é uma violação dos seus direitos humanos e é contrária à Lei Internacional.

Sinto-me inspirada por estes estudantes preocupados e pelos palestinianos na mesma situação. A sua resistência não violenta à Ocupação mostra o caminho para a paz justa e para a segurança de todas as pessoas nesta região do planeta. Eles são a nossa esperança num futuro melhor. Peço-vos que os ouçais em vez de os castigardes.”

Assinar AQUI.

1.Colocar aquecimento em todas as escolas deste país (sectores desenvolvidos: o do aquecimento; problema resolvido: o frio por que a maioria das crianças passa por esse país fora; problema: é menos mediático do que dar amaglhães)

 2. Abrir mais centros de ocupação de tempos livres para a terceira idade, de preferência associando-os a OTL de crianças(sectores desenvolvidos: a construção civil; problemas resolvidos: a indignidade que é ser idoso em Portugal; a falta de alternativas para crianças e jovens quando os pais estão a trabalhar; o desemprego de muitos possuidores de cursos de animação social e geriatria; bónus: as inaugurações-corta-fitas para os senhores que assim o desejarem).

3. Aumento do investimento em energias renováveis, permitindo a diminuição da dependência energética do exterior.

 4. Renovar/ reutilizar a rede de tranportes públicos, nomeadamente dos comboios. Estes últimos, ainda por cima já têm o trabalho duro feito, só falta modernizar as linhas e o material circulante e fazer uns horários mais à maneira de quem os usa e não à maneira de quem os quer fechar.

5.Estimular o restauro do património construído público e privado.

6.Estradas?Mais? Não, obrigada.

No Inverno ganhei ódio e juro que não queria.

Um grupo de amantes da natureza escreveu ao PNPG a pedir autorização e ajuda para  ir limpar a zona dos Carris, no Gerês.

O PNPG respondeu um mês depois, dois dias a seguir à data da limpeza, a dizer-lhes que não podiam  ir, porque era proibido, e que o PNPG também não ia, porque… porque… Não percebi. Não iam… porquê? Porque não. Não limparam nem queriam deixar limpar (se bem que o envio da resposta depois da iniciativa realizada me deixa supor que se calhar o PNPG até agradece que façam estas coisas na vez deles, desde que não se dê muito nas vistas…).

Confuso? Mais pormenores no blogue Carris.