Diz Todd Akin, membro do Comité de Ciência (!) do Congresso americano, candidato ao senado do seu país e opositor do direito à interrupção voluntária da gravidez, acrescentou que “se alguma coisa falhar [nas formas que o corpo da mulher supostamente tem para resolver a questão] deve haver alguma punição [leve, pois claro, que as mulheres já sabemos o que são: umas provocadoras de impulsos imorais e irracionais nos homens, coitadinhos, tal como os fanáticos islâmicos afirmam há muitos anos], mas uma punição para o violador [e para a provocadora não?] e não um ataque à criança”, também conhecida pela comunidade médica como embrião ou feto.

Chamo finalmente a atenção para a primeira parte do título. “Se for uma legítima violação”, se for uma violação ilegítima (?) o corpo já não tem “formas” para resolver o problema, porque o corpo sabe quando foi legítima ou ilegitimamente violado, logo – sei lá, não sei bem como acaba esta ilógica argumentação.

E será que o senhor é a favor ou contra o direito à interrupção voluntária da gravidez em caso de malformação da criança? Espero que também seja contra ou então eu suspeitaria de defesa da eugenia.

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