“Em verdade o Português nunca aprendeu outra coisa que não fosse rezar. Nunca aprendeu a pensar, nem lhe consentiriam pensar livremente. Jamais lhe cultivaram esta faculdade perigosa, o espírito, no que tem de original e altivo. tanto a Igreja como a Realeza quiseram-no sempre carneiro e nutrindo-se no prados sujo das ideias feitas. À retaguarda, a censura e o Santo Ofício tinham sido os instrumentos perfeitos deste recalcamento e repressão. Uma seara pedagógica que só produz onagros utilitários, inteligências rotineiras e sábios asmáticos implica um terreno preparado, vessado desde longe, de modo a deter o limo e húmus para que só nele possa florescer, medrar, produzir opimos frutos este bamburral, ou melhor, este bomburral lusitano.”

O confessado é Aquilino Ribeiro, na pág.42 do livro com o nome do poste.

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