… tens de subir a montanha, por entre o nevoeiro, que tão depressa cai e te impede de ver os teus companheiros como a seguir desaparece e te deixa ver, de uma assentada, o Pico, o Faial e São Jorge. Passa acima das nuvens, senta-te sob o sol intenso a contemplar a imensidão de branco a teus pés.

Montanha do Pico

Regressa. Depois tens de alugar um carro, ir  às vinhas e ao moinho da Criação Velha e provar o vinho “chlica” directamente no lagar do agricultor; tens de passar ainda  pelo Cachorro, pelo Cabrito e pelo Biscoito. Maravilha-te  por ver crescer vinhas no meio da lava negra, por ver as estranhas formas desta lava junto ao mar e por haver aldeias inteiras de casas iguais às do Minho, mas pretas como carvão, porque feitas de pedra vulcânica.

Vinhas de verdelho, com o Faial ao fundo.


A seguir, não te podes esquecer de ir à clara e colorida Lajes do Pico, comer encharéu grelhado acabado de chegar da lota e uma fatia de um cheesecake divinal no restaurante “Lagoa”. Não percas a Lagoa do Capitão, esperando pacientemente que o nevoeiro passe e que a montanha do Pico se reflicta nas suas águas.

E cuidado: nunca deixes de admirar, por overdose de beleza, o azul das hortênsias a delimitar os campos, as vacas fartas, deitadas como gatos pachorrentos a observar-te ou encavalitadas em inclinações impossíveis enquanto pastam calmamente, e o verde, o verde, o verde, o verde, delineado pelos belos muros de pedra negra.

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