O país e o mundo estão em crise e a solução, ao que parece, é poupar na educação, fechando projectos inovadores (diz que a Escola Móvel cara), aumentando o número de alunos por turma (diz que a DREN teve um lapso), cortando subsídios ao ensino da música (diz que também sai caro), etc, etc.

Cereja em cima do bolo:  não exigir muito dos alunos, nem chumbar nenhum, que os pais (cansados e sem tempo para os filhos) agradecem. Basta saber ler os rodapés dos telejornais-de-entretenimento e as legendas dos filmes cor-de-rosa, desenhar uma cruz no quadradinho do PS ou do PSD, eleições sim, eleições não, e contar até 10 – o resto são idealismos de gente parva que pensa que o mundo podia ser melhor se todas pessoas tivessem uma educação formal de qualidade. Gente parva, mesmo.

Na minha qualidade de membro do grupo da gente parva, só tenho uma preocupação: a que preço (e não falo só dos carcanhóis) pagaremos toda esta poupança?

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