Triste de quem vive em casa,
Contente com o seu lar,
Sem que um sonho, no erguer de asa,
Faça até mais rubra a brasa
Da lareira a abandonar!

Diz o Fernando Pessoa , eu concordo, claro, sempre pronta a bulir – assim haja companhia e carcanhol.

Ontem fui ao Musée dÒrsay e hoje quando, no Louvre, vi o meu primeiro Sâo Jerònimo desde Agosto, reparei outra vez que, depois da sagrada famìlia e da crucifixaçâo de Cristo, este é dos motivos mais benquistos na pintura. E estou a afeiçoar-me ao senhor. Quando voltar “au Portugal” tenho de saber mais sobre as razöes da popularidade deste santo junto dos pintores.

Outra que ainda näo percebi, foi a popularidade da Monalisa. Säo tantos os “ahs” e “ohs”, tantos os metros que nos separam dela; tantos os guardas que a protegem que, confesso, estava à espera de uma revelaçäo.  Voltei, triste pela minha ignoräncia artìstica, a postar-me diante de “A Virgem e Santa Ana” em absoluto encantamento, para me compensar e pedir desculpas ao Leonardo. Que terà a Monalisa que eu nâo vejo? ( Nota: se alguém me quiser explicar que o faça com gentileza, que a ignoräncia näo è defeito, defeito è näo querer saber, para alèm disso sou uma moçoila sensìvel a crìticas agrestes…)

(Outra nota: os teclados dos computadores franceses säo um bocadisquito diferentes,grrr!!!!)

Anúncios