… e eu já sei porquê: quem mo explicou foi o melhor jornal que eu conheço, o Le Monde Diplomatique  – edição portuguesa. O artigo em questão: “Vamos brincar aos jornais”, de João Pacheco, dos Precários Inflexíveis.

Eu, que passo a vida a insultar do piorio os jornalistas por achar que são todos pagos a peso de ouro e que, por isso, escolhem estar a soldo do dono, percebi (com este cérebro que as chamas hão-de comer) que “não é preciso corrupção nem censura quando os jornalistas trabalham sem direitos (…) basta confiar na auto-censura. É ridículo falarmos em liberdade de imprensa quando cada vez mais jornalistas vivem e trabalham (…) sob sequestro laboral. E sem liberdade de imprensa, que tipo de democracia poderíamos ter?”

A não perder, na página 4 do Le Monde Diplomatique de Outubro, por €4 – coisa pouca, quando comparada com a porcaria que podemos ler/ver/ouvir na maioria dos jornais/televisões.

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