Passei o meu sábado AQUI. Noutros sábados deste e do ano anterior também por lá andei, a semear e a plantar carvalhos e sobreiros, a regar as plantinhas por não chover, a arrancar eucaliptos e mimosas, coisa paradoxal esta de arrancar árvores num projecto ecológico. Dizia o T. que nunca tinha matado tantas árvores! Claro que é uma acção extrema que só tem de realizar-se devido à inconsciência e à ganância de demasiados de nós.

Neste sábado éramos cinco voluntários, apenas cinco, mas até fomos muitos. Numa das jornadas, fui a única! E é isto que me espanta, a dificuldade em arregimentar voluntários numa altura em que a consciência ecológica é aparentemente cada vez maior, basta ver a quantidade de powerpoints de teor ambiental que se recebe na caixa de correio virtual.  Poder-se-ia pensar que a divulgação do projecto é má, mas não é isso. O projecto é da Quercus e a associação envia informação a associados e não só sobre este tipo de actividades; o Pimenta Negra também o tem divulgado; as escolas dos concelhos vizinhos receberam informação; o projecto tem um blogue

Então, por que razão não há mais voluntários? O trabalho que se realiza não é duro e cada um só faz o que pode, a Quercus fornece almoço e lanche, está-se ao ar livre, conhecem-se pessoas interessantes e o nosso capital de esperança num futuro melhor é reforçado. Desvantagens? Não me lembro de nenhuma. Enfim, juro que não entendo.

Fotografias da jornada AQUI.

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