Parece-me que os nossos políticos estão a bater no fundo, com esta história do Provedor de Justiça.

Já não bastavam os escândalos de corrupção  que têm rebentado uns em cima dos outros nos últimos tempos (Freeport, BPN, Cova da Beira, fora o resto) e que envolvem nomes associados ao poder político, fazendo-nos achar que a democracia serve apenas afinal para permitir a um bando de manhosos sem escrúpulos e sem vergonha agirem de forma imoral em nome do povo contra o bem comum.

Que não serão todos más reses, pensamos, e lá vamos indo votar, com a esperança na ponta da esferográfica. Mas esta história do Provedor… faz pensar. O que raio estará em jogo aqui ? Se os nossos deputados não confiam uns nos outros para se entenderem sobre este tão singelo assunto, poderemos nós confiar neles no momento do voto? Esta questiúncula só serve para vermos, claramente visto, que os interesses que os movem não são os dos cidadãos em nome dos quais governam mas antes os seus próprios obscuros interesses.

Não será, portanto, de surpreender que a abstenção aumente cada vez mais como sinal da nossa falta de confiança nos candidatos a deputados. De surpreender será que esses senhores (e algumas, poucas, senhoras) se estejam despudoradamente nas tintas para o que nós pensamos deles.

Apesar disso, o voto continua a ser a nossa única arma e é nosso dever usá-la de modo certeiro.

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