Preferia que não chovesse esta semana. Comecei, ao fim de meses de forçado abandono, a reatar relações com a minha horta. Está dominada por ervas daninhas e queria aproveitar estes dias  para cavar e plantar e o que mais for preciso. Mas com chuva não dá muito jeito… Mesmo com sol os resultados  do abandono conseguem quase desanimar-me.

Ainda por cima tenho de recuperar a minha ténue sabedoria agrícola e lá ando outras vezes com os livros a reboque. Onde meti o Borda d’Água? Para que raio compro  eu o Seringador?’ Que fazer em Dezembro? E como fazer? Será que é cedo para plantar beterrabas ou é tarde? Em que talhão plantei o cebolo no ano passado? O que vale é que há chuva: ponho-me a ler, a pesquisar, a pensar antes de fazer, coisa que dá sempre jeito, sobretudo numa horta pequenina. 🙂

Nestas minhas andanças agrícolas, os meus mais fortes inspiradores costumam ser os feirantes-hortelãos da Feira de Águeda. Mas a Dona Natércia já me avisou que por eles venderem não quer dizer que seja altura de plantar.  E a Dona Natércia sabe mais do que o Borda d’Água e, ainda por cima, tem tudo compilado numa enciclopédia de ditos populares. Exemplo: ó D. Natércia, como é que eu faço com as nabiças? “Olhe, sempre ouvi dizer das nabiças deita-me no pó e de mim não tenhas dó”. E neste ditado, está condensada a sabedoria da cultura da nabiça. Ou seja, semeia-se, dá-se  uma regadelazinha no início e mais nada. (Não garanto que esteja a conseguir captar todo o alcance dessa sabedoria.)

Bem, isto tudo para dizer que encontrei na net uns calendários agrícolas que me irão dar muito jeito:

Folclore de Portugal: Calendário Agrícola

Calendário Agrícola

Aveiro e Cultura – Calendário Agrícola Português

A Cozinha Tradicional na Área do Pinhal

Et voilá! Já tenho informação que chegue, agora falta a chuva fazer uma pausazita de 48 horas.

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