http://montanhacima.com.sapo.pt/amealdelpablo/pages/003%20Cabra.htm

Desde que me contaram que havia duas empresas nos Estados Unidos que faziam limpezas de matas com cabras, às quais davam depois os usos costumeiros (carne e queijo), comecei a achar que muito do que em Portugal “está de velho” se resolveria com uma ideia peregrina como esta. Enchiam-se de cabras esses montes e campos abandonados pelos donos, havia menos incêndios, muitas aldeias (quase todas?) tornar-se-iam muito mais bonitas, todas as beiras de estrada deixariam de estar à espera da passagem anual (com sorte…) dos cantoneiros da câmara para terem um ar limpinho durante quinze dias. Para além disso, passava a haver muito mais cabrito assado (nham, nham!), de melhor qualidade porque criado ao ar livre a comer coisas verdinhas, haveria também muito, melhor e mais barato queijo de cabra. Ou seja, de uma penada Portugal ficava um sítio muito mais agradável para se viver.

E vem isto a propósito de que… SE VAI FAZER ISTO MESMO| Ou quase, é ver aqui, se faz favor. Ou melhor, vai-se fazer muito melhor do que eu tinha pensado! Resumindo, limpa-se o monte, preserva-se o habitat da gralha-de-bico-vermelho, ressuscita-se a plácida, mas dura, profissão de pastor, promove-se a economia local através do ecoturismo, da carne e do queijo. Eu sei lá, ele é tanta coisa e tão bem pensada que eu até cheguei a pensar, ao ler o artigo, que aquilo devia era ser publicidade encapotada à empresa que vai desviar para o projecto uns cobres dos anúncios idiotas que costuma promover. Mas não, tem o carimbo da Quercus e da Cooperativa Terra Chã.

Uma boa ideia e uma boa notícia! E tudo por causa da gralha-de-bico-vermelho, e ainda há quem diga mal desses “malditos ecologistas” (juro que já ouvi isto sair pela boca fora de muita gente…)

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