e com isso elevar o nível de vida dos outros países!” Esta belíssima e altamente lógica ideia foi mesmo dita por alguém na Tv americana.

Vejam o hilariante vídeo do Jon Stewart, dado que a minha inépcia não me permite colá-lo aqui, como devia ser. IMPERDÍVEL!

(Via o meu agente noticioso preferido: Quinta do Sargaçal)

“O que lhe falta para passar no teste ambiental e ser uma pessoa bem-educada” do Público de ontem

Por Nicolau Ferreira

(…)

O resultado está longe de ser brilhante. Mesmo com lâmpadas de poupança, reciclagem e poucos quilómetros percorridos de carro, seria necessária mais uma Terra inteira para comportar um modo de vida que não dispensa algumas horas anuais de voo, refeições com carne, alimentação importada e uma casa mal calafetada (mas sem aquecimento central). Se as perto de 6,8 mil milhões de pessoas que existem vivessem com luxos idênticos, um planeta Marte habitável não chegaria para todos, e ninguém sabe quando é que a população humana vai deixar de crescer. Mas existem alternativas para a maioria dos problemas e optar por essas alternativas pode, ao fim do dia, tornar-nos portadores de uma etiqueta verde.

Três frentes de batalha

Há um objectivo geral por trás de cada comportamento verde, por mais que o “ecológico” irrite os familiares, amigos e colegas que ainda não aderiram. “Para mim o importante é reduzir o consumo ao essencial e excluir o supérfluo, englobando aqui o consumo de água, de energia e de “coisas”", sumariza Manuela, que vive em Vila Nova de Famalicão. O consumo alimentar, a energia gasta em casa e o modo como cada um se movimenta todos os dias de um lado para o outro são as principais frentes de batalha que podem ser escrutinadas do ponto de vista ambiental.

No supermercado a primeira regra é comprar alimentos produzidos na região. Quanto mais perto for a origem do alimento, menos energia foi consumida para o fazer chegar aos pontos de venda. Depois, sempre que se puder, deve-se optar por alimentos de origem biológica, cujo certificado garante práticas naturais de crescimento, menos fertilizantes químicos e antibióticos. Também é importante a diminuição na procura de carnes, principalmente a vermelha, já que a produção animal exige grandes quantidades de cereal e feno (lembra-se da crise de alimentos durante a Primavera de 2008, em que parte do problema foi causada pelo número de famílias chinesas que passaram a consumir carne?). Para quem tenha a sorte de ter um pouco de terra sugere-se uma aventura pela horticultura para alimentação própria.

Em casa, uma das medidas mais unânimes é a separação do lixo e reciclagem. Uma actividade que pode abarcar mais do que o plástico, o papel ou o vidro e passar a incluir as pilhas, os óleos. Os restos orgânicos são grandes candidatos para a fertilização da horta. Nuno Pinheiro é um adepto. “Fazemos compostagem com cascas e restos das plantas do jardim e do olival. O olival é fertilizado com o mato da limpeza da mata da qual somos proprietários, onde plantamos de tudo um pouco e temos árvores das mais variadas espécies”, explica o bancário de 39 anos que vive numa aldeia perto de Seia.

Em relação à energia e à água, Daniela Ambrósio, de 27 anos, tem uma lista longa de regras que ajudam a optimizar os recursos. Para poupar electricidade no aquecimento sugere proteger portas e janelas de fugas de ar, ter as persianas abertas durante o dia para entrar calor e manter as portas fechadas. Relativamente à luz, opta por lâmpadas economizadoras, prefere electrodomésticos de Classe A de energia, portáteis a computadores fixos, que obrigam a ter ecrã, desliga os electrodomésticos da ficha, só põe máquinas (da roupa e loiça) a trabalhar quando estão cheias, cozinha em grandes quantidades para economizar energia e defende a utilização de painéis fotovoltaicos. Para poupar água sugere a utilização de um copo sempre que se lava os dentes, armazenar a água do banho num balde para outros fins e utilizar a água da cozedura de alimentos para fazer sopa.

De tudo isto só falha uma coisa. “Não tenho painéis fotovoltaicos e solares porque o prédio onde moro não tem, mas quando tiver casa própria essa será uma prioridade”, afirma a gestora cultural de Aveiro, que prefere roupas de fibra natural a fibra sintética e substitui o limpa-vidros por uma solução de água e vinagre menos nociva para o ambiente.

Nas viagens diárias não há muito a saber, trocar o automóvel com um passageiro por transportes públicos, uma bicicleta ou as pernas é a atitude mais ecológica. Mas há detalhes a ter em conta para os utilizadores de carro, como baixar o consumo de combustível reduzindo a velocidade, desligar o motor sempre que se pára em algum sítio, e abandonar o hábito de trocar o veículo de dois em dois anos.

Limitações externas

César Marques é um dos que optam por ter uma condução mais cuidada já que não consegue livrar-se do carro. “Não posso fugir a determinadas obrigações e responsabilidades, como ir para o trabalho todos os dias, que fica a 18 quilómetros de casa, num trajecto que não é servido por transportes públicos competitivos com o automóvel particular”, explica o informático de 37 anos que vive em Lisboa. Se pudesse, admite que andaria só de bicicleta, pois é o seu transporte de eleição.

De resto recicla, sempre que pode vai a pé até aos locais, tem em casa um contador de electricidade bi-horário, que permite poupar dinheiro utilizando mais electricidade durante a noite, o que acarreta menos custos para a rede eléctrica. Se pudesse, faria mais: “Gostaria de produzir energia limpa de uma forma simples e sem grandes burocracias. Na Alemanha entra-se numa loja da especialidade, adquirem-se os painéis, faz-se a instalação e em meia dúzia de dias já se produz e vende energia para a rede eléctrica.”

Há mais reparos a fazer ao sistema português. Como os preços altos dos produtos biológicos, das lâmpadas economizadoras, dos electrodomésticos de Classe A ou dos painéis fotovoltaicos que, segundo Daniela Ambrósio, nem todas as pessoas podem pagar. Manuela Araújo queixa-se da falta de incentivo à agricultura portuguesa, que impede termos um mercado interno maior, e sugere a implementação da certificação energética dos edifícios, não só dos que estão a ser construídos mas também dos antigos.

Nuno Pinheiro, apesar de pagar o saneamento, denuncia uma situação constrangedora para qualquer país que se diz civilizado. “A pegada ecológica da minha família poderia ser menor se os esgotos da minha aldeia fossem tratados. A agravar tudo isto, estão a ir directos para a única fonte de água que existia e abastecia a aldeia antes de haver água canalizada”, explica, desabafando que “paga para poluir”.

As limitações portuguesas não são uma justificação para não se fazer nada, considera César Marques, defendendo que “há ainda possibilidade de reduzir muito a pegada ecológica”. O facto é que muitas pessoas não alteram os seus hábitos diários. Daniela Ambrósio acredita que para se alterar o comportamento é necessário ter-se, antes de tudo, uma “consciência do que é o ambiente, do quanto necessitamos dele para viver, e depois perceber o mal que lhe fazemos”. Até porque outra opinião unânime é a de que a acção individual conta.

Ser ecológico

“Já imaginou a redução na área necessária para produção de alimentos para gado bovino se todos, ou a maioria dos habitantes dos países ditos desenvolvidos, passassem a comer apenas a quantidade de carne recomendada pelos nutricionistas?”, questiona Manuela Araújo, que diz sentir-se tentada a criticar pessoas que têm um grande nível de instrução e ignoram este assunto. Nuno Pinheiro defende que a educação começa em casa, “e não na escola, como muitos pais pensam”.

A forma mais fácil de educar é o exemplo pessoal, diz César Marques. “As pessoas são sensíveis aos casos particulares e projectam com maior facilidade essa experiência em si mesmas”, acrescenta. E quando existem benefícios económicos, as mudanças ainda são mais rápidas, garante o informático.

Talvez não seja necessária uma etiqueta verde, uma lista que será sempre artificial e que poderá não se ajustar à realidade de cada um. Talvez as pessoas ganhem novos hábitos à medida que sintam os exemplos dos outros crescerem como uma coisa fácil, como parece ser para Manuela Araújo: “Faço de tudo um pouco e gradualmente, sem fundamentalismos, de modo a que não prejudique a vida familiar.” César Marques olha para a ecologia como algo que deve estar enraizado, que faz parte de qualquer acto. “Ser ecológico é algo natural, tal como os bons modos para uma pessoa bem formada. Quem é bem-educado não tem uma lista de acções.” Limpa o que suja, não cospe no chão, fecha a porta quando sai. Deixa as coisas como as encontrou, prontas para serem utilizadas pelo próximo. E a Terra é uma daquelas coisas que estão sempre a ser utilizadas pelo próximo.

Eu nunca acreditei no Sócrates, são muitos anos a ver políticos a dizer que sim a coisas justas  e a fazer de conta logo queo voto já lá canta … Mas não é que o gajo merece aplausos de pé? Depois, na porcaria dos comentários do Público, parace que há uns tipos que querem deixar de ser portugueses e mudar de país. Ide com deus! A dúvida é: mas ide para onde? Espanha? Holanda? Suécia? Vós, os medíocres, os que achais que tendes direito a decidir sobre a vida dos outros, estais cercados! A esses só tenho um conselho: “fuck you” – e pode ser que até descubram que o sexo é bom,  não tem regras e não serve só para a reprodução, ao contrário do que diz certa gente de que nem quero falar.

Colando aqui um dos meus  “pins” favoritos (via Pilantra):

Viva a nossa cosntituição! Vivam os seus artigos 13º, 16º, 26º e  o 36º! E parabéns aos meus amigos que lutaram por isto e que podem, se quiserem, dar o nó. Iupi! Iupi!Iupi!

Em comparação com o espectáculo da semana passada, o texto deste era muito mais interessante e divertido, porém a encenação era bem mais convencional e até pobre. Gostei da gigantesca manta de trapos que substituía em grande parte o palco e das interpretações de Jorge Pinto, Emília Silvestre e Clara Nogueira. Não gostei nada da pressa de muitos dos restantes actores em dizerem o texto, sobretudo na cena inicial. Terá sido deliberado?  A boa tradução da Alexandra Moreira da Silva  e o Mestre Moliére mereciam mais sentida interpretação.

E, confirma-se, o Porto está cheio de gente à noite nas ruas e até às tantas. Como será de dia? Viverão pessoas naquelas ruas?

Não são os políticos corruptos, não é a falta de justiça fiscal, não é a falta de justiça, não é a desonestidade, não é o ciclo muitas vezes inescapável da pobreza, não é o medo de dizer a verdade, não é o medo de defendermos os nossos direitos, não é a impotência perante a selecção noticiosa dos meios de comunicação social, não é o desemprego para aumentar os lucros dos accionistas, não é a falta de igualdade ou falta de liberdade ou falta de fraternidade, etc, etc,etc. Nenhum destes pormenores suscita vaias nem apreensão relativamente ao futuro dos nossos filhos. Ainda bem que não tenho filhos.

Mensagem que enviei à DECO/Proteste, a propósito das máquinas de café da moda (aquelas com cápsulas, pastilhas e com o George Clooney à mistura):

Vejo, com preo cupação, que mais uma vez a vossa revista/associação nem sempre se lembra de que as questões ecológicas são/devem ser determinantes no momento de o consumidor decide em que produto vai gastar o seu dinheiro.


De que materiais são feitas as cápsulas que muitas destas máquinas usam? São recicláveis na sua totalidade? Que impacto tem a sua utilização no meio ambiente, tanto a montante quanto a juzante da sua utilização? Gostaria muito (e tenho a certeza de que não sou a única a pensar deste modo) que, finalmente, todos os testes/análises da proteste contemplassem estas questões.

Porque não criar um símbolo para “o menor impacto ambiental do teste”, a acrescentar aos que já existem: “melhor do teste”, “escolha acertada” e escolha económica”? A cimeira de Copenhaga seria um excelente pretexto para isto, não vos parece?

Preocupada, mas grata pela atenção.

Por acaso, já os estou a ver a rir à gargalhada: é só líricos neste mundo.

P.S. Já agora, eu assinei a revista e prometiam-me quase as mesmas coisas que estão na ilustração acima. Adivinhem o que recebi? Dois horríveis relógios de pulso  que enquadro na categoria de lixo, mas que não tenho coragem de deitar fora por presumir que funcionem, porém… não sei que lhes faça. Neste caso, preferia que me tivessem perguntado se os queria ou se preferia não receber nada. Adivinhem a minha resposta. As vezes a Proteste utiliza estratégias de marketing muito questionáveis.

Bill Maher, via Oeste Bravio, o blogue do Filipe Castro, que é o meu favorito mais antigo, um favorito de estimação :) .

Depois de cinco anos a tirar férias quase totais do Porto, cá estou eu de volta ao Porto e ao teatro. A cidade do coração continua bela e em perigo, pouco muda. Por todo o lado se vêem lindíssimas casas fechadas à espera do bom senso dos vendedores e do bom gosto dos compradores. Até dá vontade de ser rico só para gastar o carcanhol todo a devolver vida a tais fachadas e aos jardins que elas escondem no meio da cidade.

Mas não foi para dizer do meu amor pelo Porto que aqui vim. Foi mais para anotar, para memória futura – não vá o alzheimer tecê-las, que no sábado fui ao São João (que corre o risco de voltar a ficar amarelo…) ver esta peça do Mestre Gil. Não ia com grandes expectativas: era uma coisa com “deus” no meio,  fora o Adão, a Eva, a Morte, o Tempo, São João e tal e coisa, o que, somado a uma linguagem certamente arcaica, me fazia temer pelo resultado da minha temeridade, isto já para não falar da minha experiência de muitas banhadas já apanhadas no São João. Mas lá fui eu, arrastando dois cachopos comigo que não sabiam ao que iam (desculpem, amores). Pouco imaginava o quanto viria a gostar desta encenação, simples, depurada, criativa. Gostei de tudo: do ritmo minuciosamente coreografado da encenação, da simplicidade do cenário, do elenco, da iluminação também ela aparentemente parcimoniosa, das adições de outros textos ao texto vicentino. Uma bela homenagem a Gil Vicente! Fiquei fã do Nuno Carinhas.

Nota final:  numa só noite havia três boas peças de teatro a merecer a atenção do público e uma delas, “O Avarento”, do Moliére, já estava esgotado! Parece que o Porto ganha nova vida cultural.

O preço do nosso bem-estar.

Características:

  • preço-base: € 9 mil + iva
  • dá para 4 pessoas;
  • velocidade máxima de 80 kms/hora (chega e sobra)
  • autonomia 80 kms (dá para o dia-a-dia, certo?)
  • consumo por 100 kms:  € 0,79
  • ok, não é o carro mailindo do mundo, e daí? A poluição ainda é mais feia!

MAIS INFORMAÇÕES:

Aqui e aqui.

 

Fabulosa descoberta de última hora, botem o VOLUM E NO MÁXIMO!

Toda tragédia só me importa
Quando bate em minha porta
Porque é mais fácil condenar
Quem já cumpre pena de vida

Vénia, Pilantra!

 

Nada melhor do que ouvir Tom Zé antes de dormir!

 

 

Em Ferrel lá p´ra Peniche
vão fazer uma central
que para alguns é nuclear
mas para muitos é mortal
os peixes hão-de vir à mão
um doente outro sem vida
não tem vida o pescador
morre o sável e o salmão
isto é civilização
assim falou um senhor
tem cuidado

Fausto Bordalo Dias