(Fanado do blogue pliântrico Abracadabra, sito aqui: http://abracadabra.weblog.com.pt/)

PROTESTO APARTIDÁRIO, LAICO E PACÍFICO

- Pela Democracia participativa.
- Pela transparência nas decisões políticas.
- Pelo fim da precariedade de vida.

MANIFESTO:

Somos “gerações à rasca”, pessoas que trabalham, precárias, desempregadas ou em vias de despedimento, estudantes, migrantes e reformadas, insatisfeitas com as nossas condições de vida. Hoje vimos para a rua, na Europa e no Mundo, de forma não violenta, expressar a nossa indignação e protesto face ao actual modelo de governação política, económica e social. Um modelo que não nos serve, que nos oprime e não nos representa.

A actual governação assenta numa falsa democracia em que as decisões estão restritas às salas fechadas dos parlamentos, gabinetes ministeriais e instâncias internacionais. Um sistema sem qualquer tipo de controlo cidadão, refém de um modelo económico-financeiro, sem preocupações sociais ou ambientais e que fomenta as desigualdades, a pobreza e a perda de direitos à escala global. Democracia não é isto!

Queremos uma Democracia participativa, onde as pessoas possam intervir activa e efectivamente nas decisões. Uma Democracia em que o exercício dos cargos públicos seja baseado na integridade e defesa do interesse e bem-estar comuns.

Queremos uma Democracia onde os mais ricos não sejam protegidos por regimes de excepção. Queremos um sistema fiscal progressivo e transparente, onde a riqueza seja justamente distribuída e a segurança social não seja descapitalizada; onde todas as pessoas contribuam de forma justa e imparcial e os direitos e deveres dos cidadãos estejam assegurados.

Queremos uma Democracia onde quem comete abuso de poder e crimes económicos e financeiros seja efectivamente responsabilizado por um sistema judicial independente, menos burocrático e sem dualidade de critérios. Uma Democracia onde políticas estruturantes não sejam adoptadas sem esclarecimento e participação activa das pessoas. Não tomamos a crise como inevitável. Exigimos saber de que forma chegámos a esta recessão, a quem devemos o quê e sob que condições.

As pessoas não são descartáveis, nem podem estar dependentes da especulação de mercados bolsistas e de interesses financeiros que as reduzem à condição de mercadorias. O princípio constitucional conquistado a 25 de Abril de 1974 e consagrado em todo o mundo democrático de que a economia se deve subordinar aos interesses gerais da sociedade é totalmente pervertido pela imposição de medidas, como as do programa da troika, que conduzem à perda de direitos laborais, ao desmantelamento da saúde, do ensino público e da cultura com argumentos economicistas.

Os recursos naturais como a água, bem como os sectores estratégicos, são bens públicos não privatizáveis. Uma Democracia abandona o seu futuro quando o trabalho, educação, saúde, habitação, cultura e bem-estar são tidos apenas como regalias de alguns ou privatizados sem que daí advenha qualquer benefício para as pessoas.

A qualidade de uma Democracia mede-se pela forma como trata as pessoas que a integram.

Isto não tem que ser assim! Em Portugal e no Mundo, dia 15 de Outubro dizemos basta!

A Democracia sai à rua. E nós saímos com ela.

http://www.facebook.com/pages/15-Outubro/161447463927164

http://www.facebook.com/event.php?eid=139031266184168

… pode ser muito barato e muito agradável,ora veja-se este apartamento de uns amigos meus, belissimamente decorado, como só o Venus as a Boy e su muchacho sabem:

E fica na Rua dos Caldeireiros, em plena Zona Histórica da cidade.

A minha gata Mia, ao contrário de todos os outros gatos que conheço, dorme sempre num sítio diferente. Antes do pequeno-almoço, o grande desafio é descobrir onde dormiu ela a noite. Para além disso, tem um outro talento extraordinário o de detectar, sem margem de erro nenhuma, o local mais quente da casa para dormir… Aqui vai um exemplo:

Comecei a ler o Germinal do Zola agorinha (só agora? ai, ai). Espero que me ajude a recarregar a esperança nos homens, que está mesmo a zero.

Se não ajudar, pelo menos leio dois livros bem escritos em um: o do Zola e o do Beldemónio, que traduz lindamente o livro do primeiro, tão bem que parece que o Zola o escreveu em português :) .

A Livreira Anarquista, ou de como só o humor nos pode salvar da loucura


O documentário está na íntegra no Youtube, em postas de 15 minutos. Citando o actual grande líder, é um autêntico murro no estômago.

Finalmente, uma caminhada pela Serra onde nasci!

E que bela é, a mais bela, ah, pois!  Carvalhos, castanheiros, sobreiros, fetos a perder de vista, ainda por cima num dia com alguma chuva e nevoeiro, tornando os verdes ainda mais esplendorosos. A única coisa que estragava a vista eram os viadutos em construção do novo IP4 (ou coisa parecida) pessimamente  integrados na paisagem. Diz que é o progresso, mas eu digo que é a estupidez.

Fui com os Vamos Ali e a Associação “Viver Canadelo e Serra do Marão”, gente muito industriosa e divertida. Até lá conheci um primo, premiado produtor de mel do Marão!

Foi um dia magnífico!

[A má formatação deste post é culpa do wordpress ou da PT, minha não é. ]

Citando Alfredo Costa:
«Se os senhores representantes da Nação mais uma vez nos votarem ao olvido, resta-nos a certeza de que os marmeleiros ainda crescem nos pauis. (…) Sou pelas greves, como sou por todos os meios de resistência empregados pelo fraco, pelo oprimido, em defesa dos seus mais legítimos interesses quando extorquidos pelo forte, arvorado em opressor[…]Sempre que um patife tenta ferir a nossa dignidade ou um ladrão nos quer tirar a bolsa, é dever sagrado atirarmo-nos a ele sem olharmos às forças de que dispomos e às consequências da luta.[…]»

Procurava-se dar uma machadada na carcomida árvore real de sete séculos e Costa trazia o que tinha: a sua inteligência modesta, o seu dinheiro – a sua vida por fim. A República, ou melhor o mundo dos Idealistas, em boa verdade, não pode enjeitar este nome embora morresse em fereza. Depende das vicissitudes duma obra o galardão que a posteridade reserva aos precursores . Assassinos ou Guilhermes Tell, os destinos da República lavrarão a Costa e a Buíça o epitáfio definitivo. O qualificativo, porém, depende do bom ou mau êxito global das Instituições que ajudaram a fundar.

Se Aquilino tiver razão, a julgar pelo esquecimento a que estes dois homens de singular coragem e idealismo foram votados (basta tentar encontrar ruas com os seus nomes), confirma-se que a República, enfim, teve nestes 100 anos muito mau êxito. Claro que já todos havíamos dado por isso, mas este aviso de Aquilino confirma-o. Curiosamente, nomes de políticos republicanos é coisa que não falta por essas ruas afora…

No dia mais quente do ano, sob uma canícula que nem convidava a sair de casa para fora, lá fui eu para a Serra da Arada, com os TocaCaminhar.

Que bem que me soube, que saudades tinha!

“Em verdade o Português nunca aprendeu outra coisa que não fosse rezar. Nunca aprendeu a pensar, nem lhe consentiriam pensar livremente. Jamais lhe cultivaram esta faculdade perigosa, o espírito, no que tem de original e altivo. tanto a Igreja como a Realeza quiseram-no sempre carneiro e nutrindo-se no prados sujo das ideias feitas. À retaguarda, a censura e o Santo Ofício tinham sido os instrumentos perfeitos deste recalcamento e repressão. Uma seara pedagógica que só produz onagros utilitários, inteligências rotineiras e sábios asmáticos implica um terreno preparado, vessado desde longe, de modo a deter o limo e húmus para que só nele possa florescer, medrar, produzir opimos frutos este bamburral, ou melhor, este bomburral lusitano.”

O confessado é Aquilino Ribeiro, na pág.42 do livro com o nome do poste.

Nuno Crato é o novo Ministro da Educação. Será isto uma boa notícia? Quem dera.

Nunca foram os marcelos rebelos de sousa nem os comentadores que fizeram as revoluções (embora os pais de alguns deles para isso tenham contribuído…)

ah

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