não posso ser livre se tu não fores, diz ele, também, claro.
não posso ser livre se tu não fores, diz ele, também, claro.
Acabadinha de descobrir por mim – eu sei, sou lenta. Obrigada, Pilantra, mais uma vez
!
antes isso que doar… roupa nova por vender,na H&M, livros na Borders (diz quem sabe que em Portugal é igual), maquilhagem na Sephora (ver comentários do 1º link), comida para animais (idem), etc, etc.
Via Quinta do Sargaçal.
“ I’m standing on the edge of some crazy cliff. What I have to do, I have to catch everybody if they start to go over the cliff— I mean if they’re running and they don’t look where they’re going I have to come out from somewhere and catch them. That’s all I’d do all day. I’d just be the catcher in the rye and all. I know it’s crazy, but that’s the only thing I’d really like to be. I know it’s crazy.” [diz o Holden Caulfield]
J.D. Salinger, The Catcher in the Rye
Um dos livros do meu coração. O Salinger morreu hoje. E, nesse livro, também sublinhei ” The mark of the immature man is that he wants to die nobly for a cause, while the mark of the the mature man is that he wants to live humbly for one.” E isto fez-me lembrar o George Brassens que aqui fica, em jeito de ramo de flores:
“About all I know is, I sort of miss everybody I told about. Even old Stradlater and Ackley, for instance. It´s funny. Don’t ever tell anybody anything. If you do, you start missing everybody.”
Caminhando contra o vento
Sem lenço e sem documento
No sol de quase dezembro
Eu vou…
O sol se reparte em crimes
Espaçonaves, guerrilhas
Em cardinales bonitas
Eu vou…
Em caras de presidentes
Em grandes beijos de amor
Em dentes, pernas, bandeiras
Bomba e Brigitte Bardot…
O sol nas bancas de revista
Me enche de alegria e preguiça
Quem lê tanta notícia
Eu vou…
Por entre fotos e nomes
Os olhos cheios de cores
O peito cheio de amores vãos
Eu vou
Por que não, por que não…
Ela pensa em casamento
E eu nunca mais fui à escola
Sem lenço e sem documento,
Eu vou…
Eu tomo uma coca-cola
Ela pensa em casamento
E uma canção me consola
Eu vou…
Por entre fotos e nomes
Sem livros e sem fuzil
Sem fome, sem telefone
No coração do Brasil…
Ela nem sabe até pensei
Em cantar na televisão
O sol é tão bonito
Eu vou…
Sem lenço, sem documento
Nada no bolso ou nas mãos
Eu quero seguir vivendo, amor
Eu vou…
Por que não, por que não…
Por que não, por que não…
Por que não, por que não…
Por que não, por que não…
(Ver outras gravações deste tipo no tutubo, lindas!)
E foi mais ou menos assim, mas MUITO melhor.Mais uma missa que correu maravilhosamente! Música, humor, performance, improviso, conversa boa. Não o percam em Guimarães, nem que tenham de vir do Alasca por teletransporte. Eu até estaria capaz de lá ir também, não fosse ter de ser eu a conduzir a carroça
.
Mais de 80 por cento dos carros do Estado não possuem seguro. Um levantamento da Agência Nacional de Compras Públicas (ANCP) relativo a 2009 refere que apenas 5572 das 28.793 viaturas do Estado estão seguradas. A maior parte dos veículos sem seguro pertence ao Ministério da Administração Interna (MAI), estando distribuídos, na sua maioria, por GNR e PSP, onde os condutores, em caso de serem declarados culpados em acidentes, são alvo de processos disciplinares e obrigados a pagar as despesas.
(…)
“O que se constata actualmente é que os condutores dos carros do Estado são sujeitos a uma situação de quase chantagem por parte dos detentores de cargos públicos. Têm mais algumas regalias por conduzirem essas viaturas, mas sujeitam-se a todas as formas de pressão, sobretudo psicológica. Depois, quando há um problema, as coisas são abafadas, normalmente com as intervenções dos ministros, que acabam por limpar o cadastro aos motoristas”, diz ainda Manuel João Ramos.
no Público de hoje…
Como nunca sei onde comer bem nesta zona do país onde vivo nem, a bem dizer, fora dela, resolvi pôr neste blogue, na parte das hortas, já que não tenho actualizado devidamente esse lado da minha personalidade e que comer é a razão para cultivar hortas (excelente ligação, como é que se faz um bonequinho redondinho com um sorriso amarelo, só com caracteres do teclado?…), dizia eu que resolvi pôr aqui os nomes dos restaurantes onde comi supimpamente (já sei, é um brasileirismo e esta frase está tão enrolada que me cheira que ando a ler um admirador do Camilo…).
Ora, duas das últimas casas de pasto que me recomendo a repetir têm o mesmo nome: “Buraco” (com ou sem artigo definido, não me lembro). Um no Porto, ali perto do Siloauto, escondido tão bem por trás de uma paragem de autocarro que nunca tinha dado por ele se não fosse a E. Recomendo as entradas: rissóis de bacalhau. Da próxima vez só quero entradas e tintol.
O segundo “Buraco” é em Aveiro city e fica tão perto da capela de onde os aveirenses atiram cavacas à multidão na noite de São Gonçalo que é possível ver, projectadas nas paredes, as sombras das redes das gentes que procuram apanhar cavacas (vá-se lá saber porquê…). Come-se bem tudo, pareceu-me. Que eu só comi bacalhau com natas, mas a carne de porco à alentejana estava com um aspecto divino, só que muito afastada do meu lado da mesa, malheuresement. Em Aveiro já comi muito bem mais vezes, mas eu e os nomes das coisas…
Na semana passada, na Taberna do Lavrador, em Cambra, Vouzela, tive um êxtase místico, qual santa teresinha, de volta de um prato chamado muito prosaicamente feijão com couves, mas que era na verdade um cozido à portuguesa sem batatas e com feijões. Para êxtases idênticos com pratos afins recomendo o único restaurante de que me lembro o nome sem esforço: restaurante Jardim, na localidade de Peso (ou Penso?), quem vai ou vem pela estrada velha para as termas de Melgaço.
Ah, também havia o restaurante Chorar por Mais, do Sr. Fernando, no piso de baixo do horrível Cristal Park, frente ao Museu Soares dos Reis, no Porto! Abandonámos o Porto e entretanto o Sr. Fernando fechou portas. Se alguém souber onde as reabriu, é favor dizer aqui, na caixa de comentários, que eu não sei comer sem ele.
Também se dão alvíssaras (virtuais) a sugestões de bons restaurantes perto do teatro Viriato, Viseu. E agora vou jantar. Bom apetite! Obrigada!
Listen carreful, I shall say this only vonce:
Blogue do Tom Zé: AQUI.
Ich bin eine lesbe, por Joana Manuel
no Público de hoje e no blogue da actriz que foi “apanhada” pelos defensores da moral e dos bons costumes: afinal a mulher não é lésbica, afinal vai para a cama com homens.
A ler por todos, mas sobretudo por aqueles que, como ela diz, “perfilham um estranho conceito de cidadania.”
Eu sei que já pus esta música, mas o vídeo é (algo) diferente e é esta a música que anda na cabeça desde manhã. Viva a liberdade (de casar ou não) e a igualdade!
E ainda há quem diga mal das maiorias relativas, eu acho que as absolutas deviam ser proibidas!

Acabei de os descobrir, graças às minhas friciclagens, e adorei o sítio, que ainda estou a explorar!
Aqui estão, definidos por si próprios:
A associação cultural casa da horta surgiu com a necessidade emergente de se criarem programas culturais e estilos de vida alternativos na cidade do Porto.
Pretendemos contribuir para o desenvolvimento do pensamento crítico e ao mesmo tempo pôr em prática alternativas à sociedade de consumo não ético e degradante do ponto vista social e ecológico. Assim fornecemos e incentivamos a alimentação vegetariana e também disponibilizamos produtos ecológicos e “justos”, dando prioridade à produção local de pequenos produtores, artesãos, agricultores, etc.
Dinamizamos oficinas, debates e formação em variados temas ambientais e culturais resultantes da crítica social e da criação de estilos de vida mais sustentáveis e éticos.
A associação está aberta a propostas de actividades, oficinas e projectos sem fins lucrativos nomeadamente de âmbitos culturais, artísticos e ambientais e que se coadunam com os princípios do respeito pela terra e pelos animais humanos e não humanos.
Com tudo isto pretende-se assim criar uma frente de luta contra a exploração do planeta e humana, combatendo as desigualdades, apelando à tolerância e ao respeito pelas diferenças. Lutamos por uma sociedade mais justa em que o dinheiro não poderá ser, como se apregoa, o único sentido da existência individual e colectivo.
Quase me dá vontade de voltar a viver no Porto
!
(Via Poesia Incompleta)
Morrem cedo aqueles que nós amamos.